
Pedido de prisão do foragido foi feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Ele fugiu há quase um mês para o país vizinho
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou, na quarta-feira (2), a prisão de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio. Ele é sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O pedido de prisão foi feito, na última terça-feira (1°), pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, após Leonardo fugir para a Argentina. Ele é réu no Supremo pelo envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Na semana passada, Léo Índio deu entrevista para a Rádio Massa FM, de Cascavel (PR), e confirmou que está no país vizinho há quase 1 mês, porque tem medo de ser preso.
Conforme a acusação, ele participou dos atos de 8 de janeiro e fez publicações nas redes sociais durante as invasões nos prédios dos Três Poderes, em Brasília.
CRIMES COMETIDOS POR LÉO ÍNDIO
Com a decisão que o tornou réu, o sobrinho de Bolsonaro responde pelos seguintes crimes:
• tentativa de golpe de Estado;
• abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
• associação criminosa;
• dano qualificado pela violência; e
• grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado da União.
Durante o julgamento da denúncia, a defesa negou que Léo Índio tenha cometido crimes e pediu a rejeição da denúncia.
Na semana passada, os advogados confirmaram a fuga. Leia matéria completa: Léo Índio admite que está foragido e delira com anistia
MORAES COBRA ESCLARECIMENTOS
Diante do fato, na semana passada, o ministro deu prazo de 48 horas para que a defesa do foragido preste informações sobre o vídeo em que afirma que fugiu para a Argentina. Leia matéria completa: Moraes cobra esclarecimentos sobre fuga de Léo Índio para Argentina