O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente, reuniu-se com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia 20 de agosto de 2025, duas semanas antes de enviar os áudios ao banqueiro cobrando o envio dos R$ 134 milhões para a produção de “Dark Horse”.
A Polícia Federal extraiu os dados do celular de Vorcaro e descobriu um “provável encontro presencial entre ambos”.
No Whatsapp, Vorcaro enviou para Flávio uma mensagem com um horário.
Flávio Bolsonaro respondeu: “a caminho”.
Algumas semanas depois, em 8 de setembro de 2025, Flávio Bolsonaro enviou os áudios para Daniel Vorcaro cobrando pelo pagamento que eles haviam combinado.
O banqueiro, preso por fraudes financeiras, negociou com Flávio o envio de R$ 134 milhões para a produção de “Dark Horse”, que estava ocorrendo nos Estados Unidos. Vorcaro indicou para seus funcionários que realizavam os pagamentos que aqueles seriam “prioritários”.
Ainda em setembro, Flávio e Vorcaro “trocaram mensagens que indicam novo encontro presencial” e “foram registradas outras mensagens e ligações entre ambos para tentativa de agendamento de novo encontro”.
Na avaliação dos investigadores, “tais elementos indicam que Flávio não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, mas como interlocutor direto de Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção, inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações”.
Antes de serem revelados os áudios e as mensagens, Flávio dizia que sequer conhecia Vorcaro e que nunca tinha conversado com ele. Sua versão atual é de que o dinheiro que negociou e recebeu de Vorcaro é apenas uma relação privada entre empresários para a produção do filme. O que é uma grosseira mentira.
Já para os investigadores, o filme foi uma fachada para desvio e lavagem de dinheiro. Como mostram os documentos tornados públicos, a produtora ainda não apresentou os comprovantes de gastos nos Estados Unidos, onde foram usados 70% dos recursos.










