
Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro, disse que a legenda só entrou com um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a lisura das eleições de 2022 por pressão dos deputados.
“Fui pressionado pelos deputados. Vazaram a informação de que eu teria dúvidas sobre as urnas, o que não era verdade. Acabamos recorrendo ao TSE por insistência da bancada”, disse em depoimento.
Segundo ele, o recurso foi enviado ao TSE “contra minha vontade”. “Mas, como tinha uma pressão muito grande dos deputados para que a gente deixasse público aquilo e que recorresse ao TSE, foi feito então esse movimento”, falou.
No depoimento prestado no âmbito do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, Valdemar da Costa Neto disse que não vê qualquer motivo para desconfiar da lisura do processo eleitoral ocorrido em 2022.
Após o pleito, o PL contratou o Instituto Voto Legal (IVL) para que produzisse um relatório sobre as eleições. O Instituto apontou falsamente a existência de inconsistências em urnas produzidas antes de 2020 e o partido pediu a anulação das eleições presidenciais, nas quais Bolsonaro foi derrotado por Lula.
O TSE avaliou que o PL cometeu litigância de má-fé e aplicou uma multa de R$ 22,9 milhões ao partido, além da suspensão do fundo partidário. A Corte disse que o pedido feito pelo PL foi “esdrúxulo e ilícito”, pois foi feito “com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e anti-democráticos” que começavam a eclodir no país. O ápice deste movimento foi em 8 de janeiro de 2023, com a invasão das sedes dos Três Poderes.