Ataque do governo equatoriano aos serviçoes públicos já levaram a 5.000 demissões
“Hoje sentimos os impactos do governo neoliberal de Noboa, alinhados às políticas criminosas de Trump, causando uma regressão dos direitos das mulheres e setores empobrecidos em saúde, educação, bem-estar social, trabalho, cultura, natureza, participação, liberdade de expressão e segurança”, diz o manifesto que convocou a marcha deste domingo (8) em Quito, a capital do Ecuador.
Milhares saíram às ruas no Dia Internacional da Mulher atendendo ao chamado das organizações femininas para denunciar as medidas “neoliberais” e de submissão ao “imperialismo de Trump” .
“Com todos, exceto o imperialismo, o neoliberalismo e o fascismo”, foi o lema dessas manifestações pelo 8 de março no Equador. As manifestantes se opõem à desigualdade no país e à política de precarização do trabalho e retirada de direitos perpetradas por Noboa.
A marcha foi até a Praça Santo Domingo no Centro Histórico de Quito e algumas manifestantes subiram no monumento do venezuelano, Antonio José de Sucre, um dos heróis da independência sul-americana. “Fora Noboa, fora!”, bradaram as manifestantes. Elas também passaram pela Procuradoria e pela Assembleia Nacional do Equador.
“Milhares de mulheres marcham neste momento pelas ruas de Quito em direção à praça Santo Domingo, no Centro Histórico”, disse a jornalista Elena Rodríguez, em postagem no X.
“Elas disseram que o dia 8 de março não é um dia de celebração, mas de luta, protesto e reivindicação. De diferentes grupos e organizações denunciam as desigualdades que persistem e questionam o governo de Daniel Noboa e seu modelo neoliberal, que culpam pelo aprofundamento da precarização, da violência e da falta de garantias para os direitos das mulheres”, disse.
Elas também protestaram contra medidas de Noboa, como a eliminação de ministérios, a demissão de 5.000 funcionários públicos equatorianos, nomeados no ano passado pelo próprio Noboa e a aprovação de leis que ferem com os direitos do povo equatoriano.
Denunciaram a violência contra a mulher no Equador, entre janeiro e novembro de 2025, ocorreram 349 feminicídios no país de acordo com grupos sociais e o rebaixamento do Ministério da Mulher, que no ano passado foi transformado em vice ministério.











