Viva Tiradentes! Fora os traidores da Pátria!

Imagem de Tiradentes reproduzida da obra de Vicente Guimarães (Fotos: reprodução de redes sociais)

A melhor forma e lembrar o 21 de Abril e prestar homenagem ao alferes de Minas é enterrar definitivamente no Brasil os novos “silvérios”, ou seja, o fascismo entreguista dos Bolsonaro & Cia

O alferes – ou subtenente – das tropas de Minas Gerais, Joaquim José da Silva Xavier, liderou há 237 anos um grande movimento pela libertação do Brasil. Foi o primeiro grande herói nacional. O 21 de Abril, data de seu martírio, é quando o Brasil presta a sua homenagem a esse que foi o iniciador da grande epopeia de libertação nacional.

Tiradentes acreditava que o Brasil deveria se livrar da dominação estrangeira para poder desenvolver plenamente as forças produtivas do país. O Brasil era então uma mera colônia de Portugal. O inconfidente tinha total razão em sua forma de pensar e deu a vida pela independência do Brasil. Demorou, mas nos livramos de Portugal. Porém, as potências imperialistas que substituíram o colonialismo português lograram continuar a sangrar o Brasil e a impedir o seu pleno desenvolvimento.

Tirando o período que se seguiu à revolução liderada por Getúlio, na década de 30 do século XX, em que o país se libertou do domínio inglês e se desenvolveu aceleradamente, o restante do tempo, com idas e vindas, estivemos sob o tacão e a ganância do imperialismo norte-americano. Um imperialismo que tem se esmerado em impedir o desenvolvimento soberano do Brasil.

PROGRAMA REVOLUCIONÁRIO

Tiradentes propôs em 1789 um programa político avançado e revolucionário: a independência brasileira, a implantação da República, a mudança da capital, o ensino público e a industrialização do Brasil. Já naquela época ele percebia que, sem indústria, dificilmente o Brasil conquistaria uma independência efetiva.

O militar não admitia que os minerais preciosos do país, entre eles o ouro, continuassem sendo drenados do Brasil pelos colonialistas europeus. Em sua opinião, eles deviam ser usados para trazer o progresso e o desenvolvimento em benefício dos brasileiros.

Ele também lutou contra a proibição portuguesa/inglesa de que o Brasil desenvolvesse sua indústria têxtil. Nesta época, a Coroa inglesa procurava destruir, como fez na Índia, os seus possíveis concorrentes. Obrigou Portugal a reprimir qualquer vestígio de produção em sua colônia. Só depois de destruir os concorrentes é que os ingleses lançaram a campanha demagógica do “livre mercado”.

Uma intensa luta se deu naquela época entre os que queriam desenvolver o Brasil, que amavam o país e lutavam pela liberdade, e os colonialistas e seus agentes internos, que conspiravam contra o Brasil. Esses agentes internos só tinham olhos para servir aos poderosos. Os traidores eram bajuladores a se submeter aos governos que exploravam a nação brasileira.

Silvério dos Reis, que apunhalou os inconfidentes, ficou conhecido como o maior traidor da história do Brasil. Ele se vendeu aos poderosos de Portugal. Entregou os planos dos inconfidentes para as autoridades e propiciou a brutal repressão portuguesas. Isso fez com que o movimento pela independência, iniciado em 1785, e que se estendeu até 1789, fosse derrotado e o país permanecesse como uma colônia ainda por mais 33 anos, até se libertar em 1822. Neste período, muito ouro e muito diamante continuou sendo drenado do Brasil para alimentar a luxúria de Lisboa e a industrialização inglesa.

TRAÍRAS CONTEMPORÂNEOS

Agora, nós vemos novamente a atuação rastejante dos traíras contemporâneos. Os integrantes da família Bolsonaro são os novos Silvério dos Reis. Os mesmos vira-latas e invertebrados de sempre, aqueles que se curvavam para Portugal ou Inglaterra, e que agora o fazem se oferecendo para serem serviçais do governo dos Estados Unidos.

Os fascistas chefiados pelo presidiário Jair Bolsonaro são entreguistas e puxa-sacos dos poderosos. Eles são serviçais como são todos os fascistas dos países periféricos. Para tentar enganar o país, eles se fantasiaram de vestiam verde- amarelo, mas são, na verdade, profundamente entreguistas. Eles odeiam o Brasil e o seu povo e idolatram tudo o que é dos Estados Unidos. Jair Bolsonaro faz até continência para a bandeira americana.

Os fascistas dos países centrais do sistema capitalista, como Hitler, Mussolini e Trump, por exemplo, se comportam de maneira diferente. Eles são expansionistas, xenófobos e arrogantes. Nos países dominados, os fascistas, ao contrário, são entreguistas e serviçais. São servidores do capital financeiro da matriz do imperialismo. É certo que a demagogia dos bolsonaristas, sequestrando os símbolos da pátria, confundiu alguns incautos. Estes, impressionados, acharam que ser nacionalista é ser de direita.

Em países como o Brasil, esse tipo de confusão é desastroso. Como explicou de forma simples e clara o famoso jurista brasileiro, Hermes Lima, fundados do PSB, em seus textos do início do século XX. “O nacionalismo dos países dominados e dependentes é revolucionário e progressista. Já o nacionalismo dos países que dominam é reacionário”. Uma explicação bem didática de como se deve agir num país como o Brasil.

O Brasil é um país que precisa se libertar definitivamente da dominação imperialista para poder se desenvolver suas forças produtivas e rumar para uma sociedade mais avançada, mais próspera e mais igualitária. São os nacionalistas, ou seja, os verdadeiros patriotas, que vão garantir que o país rompa com a dependência e possa avançar. Os fascistas não são nacionalistas, apesar de toda sua demagogia. Eles são grandes traidores da Pátria.

MINERAIS CRÍTICOS

Temos agora os minerais críticos e terras raras, metais que atualmente são mais valiosos até do que foi o ouro na época de Tiradentes. Pois, não é que a figura asquerosa de Flávio Bolsonaro, assim como fez Silvério dos Reis, viajou ao Texas, nos Estados Unidos, para bajular Trump e afirmar, num encontro de fanáticos e fascistas americanos, que quer ser presidente do Brasil para doar toda a riqueza brasileira ao governo dos EUA.

Antes dele, Paulo Guedes, ministro da Fazenda de Bolsonaro já havia dito que seu plano e de Jair Bolsonaro era vender tudo aos norte-americanos. Ele disse em inglês a banqueiros americanos: “vou acoplar o Banco do Brasil ao Bank of America, vou vender a Petrobrás e entregar a Embraer à Boeing”. Ainda bem que o país reagiu e impediu que o traíra colocasse todo o seu plano em ação. Bolsonaro caiu antes.

Agora, o encarregado de representar o pai preso e condenado, um político ligado às milícias e ao crime organizado do Rio de Janeiro, quer completar o serviço do pai. Ou seja, vender o Brasil.

Flávio Bolsonaro ficou famoso pelo crime de desviar dinheiro público para funcionários fantasmas de seu gabinete quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Sua ligação com as milícias era muito forte. Para se ter uma ideia, ele chegou a homenagear com a Medalha Tiradentes, maior comenda do Rio de Janeiro, o assassino profissional, Adriano da Nóbrega, chefe de milícia e criador do Escritório do Crime, uma espécie de central de assassinatos por encomenda das milícias do Rio. Flávio Bolsonaro, que ficou conhecido como “rei da rachadinha”, lavou dinheiro da milícia através de seu gabinete, onde empregou a mulher e a mãe do miliciano assassino. Foi desta forma que ele lavou dinheiro para a milícia. Seu plano é completar o desastre de seu pai, que agora está preso. Flávio é apenas uma marionete do golpista presidiário.

GANGUE DE TRAIDORES

Ao que se saiba, Silvério dos Reis agia sozinho. Já a família Bolsonaro age em grupo. É uma verdadeira gangue formada de corruptos, milicianos, bandidos e traidores da pátria. O chefe deles, Jair Bolsonaro, foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado com um plano de assassinato de autoridades, entre elas o presidente eleito, o vice e o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes, quando ainda ocupava o Palácio do Planalto, Bolsonaro fez negociatas bilionárias de vendas de empresas públicas, como a Eletrobrás, maior empresa de energia da América Latina, a preço de banana. Foi ele e Roberto Campos Neto, que presidia o Banco Central, que viabilizaram a explosão e os golpes de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente também preso por aplicar golpes que chegam a R$ 50 bilhões. Eles não só viabilizaram a roubalheira do patrimônio público, como congelaram o salário mínimo, cortaram programas sociais, trouxeram de volta a fome no país e eliminaram direitos trabalhistas.

Jair Bolsonaro esquartejou a Petrobrás e vendeu refinarias, gasodutos, a BR Distribuidora e a Liquigás. Não só isso, ele sabotou a produção de fertilizantes e passou a importar os derivados e os insumos agrícolas das matrizes estrangeiras. Trabalhou para destruir a economia do país e fez o Brasil ficar mais vulnerável às oscilações de preços internacionais.

Exatamente o que nós assistimos agora com a guerra provocada pela agressão dos EUA e Israel ao Irã. Os preços dos combustíveis dispararam em todo o mundo. Se não fossem as medidas de Lula em defesa do consumidor brasileiro, os preços já teriam explodido. Bolsonaro é tão entreguista que ofereceu o controle da floresta Amazônica para o bilionário norte-americano Elon Musk, um fanático de extrema-direita que explora o mundo inteiro e só pensa em destruir tudo para obter superlucros.

OBSCURANTISMO

A ignorância e o obscurantismo de Bolsonaro também se manifestaram plenamente quando ele esteve no governo. Ele provocou a morte evitável de centenas de milhares de pessoas na pandemia de covid-19. Combateu e enfraqueceu os profissionais do ministério da Saúde, estimulou o charlatanismo contra a ciência e foi contra as vacinas., Desviou recursos dessas mesmas vacinas, quando elas finalmente chegaram. Em 2022 ele foi defenestrado pelo povo brasileiro. Desesperado, ele tentou, sem sucesso, dar o golpe de Estado para permanecer destruindo o Brasil.

Mas a marca registrada que mais chamou a atenção na família Bolsonaro é que todos eles são, além de reacionários, são extremamente bajuladores dos Estados Unidos. Não dos EUA no geral, mas principalmente dos fascistas dos EUA, entre eles Donald Trump. Eles odeiam o Brasil e os brasileiros. Na opinião deles, tudo que vem dos EUA é o que presta. Se pudessem transforavam o Brasil no 51º Estado americano.

Um dos filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo ‘bananinha’, como é conhecido nos meios políticos, é tão bajulador que largou o mandato de deputado federal e se mudou com a família para os EUA para ficar mais perto de Trump e poder conspirar de lá contra o Brasil. Ele aplaudiu quando Trump impôs o tarifaço contra os produtos brasileiros. Não só aplaudiu, como brigou para que a Casa Branca impusesse mais sanções contra as autoridades brasileiras.

Silvério também bajulava os integrantes da Corte europeia. Mas, o povo não perdoou a sua traição. O verme caiu em desgraça entre os brasileiros. Desde a sua torpe traição ao Brasil não se conhecia nada parecido em termos de covardia e servilismo aos poderosos. Não se tinha visto uma covardia tão escancarada até o surgimento da família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro superou Silvério. Ele defendeu os bombardeios de Trump no mar do Caribe e disse que esperava que o chefe da Casa Branca fizesse o mesmo no Brasil. Se ofereceu para ser um carrega-mala de Trump. Disse que poderia ajudar a “salvar” a economia americana entregando todas as nossas riquezas a eles.

CONSPIRAÇÃO CONTRA O BRASIL

Não só isso. Ele se prontificou a afastar a China do Brasil. Uma promessa que só traria prejuízos econômicos às exportações brasileiras. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e o país com quem o comércio alcança um superávit comercial de US$ 45 bilhões ao ano. Já com os EUA, o Brasil tem um déficit crônico, de cerca de US$ 13 bilhões anuais. Afastar a China do Brasil, como prometeu Flávio a Trump, significa, portanto, provocar uma crise sem tamanho na agricultura brasileira. Isso só beneficiaria os produtores agrícolas americanos que disputam o mercado chinês com o Brasil.

Vejam só. Flávio Bolsonaro parece um agente americano. Ele se prontifica a defender os produtores dos EUA em prejuízo dos produtores brasileiros. Realmente, há muito tempo não se via uma traição à pátria tão desavergonhada como esta. Ele defende prejuízo total ao Brasil e tudo para os EUA. Seu irmão conspira abertamente contra o Brasil de dentro dos EUA. De fato, nem Silvério foi tão longe.

Por tudo isso, a maior homenagem que podemos prestar a Tiradentes e à sua luta nesta data é nos prepararmos e derrotarmos o Silvério dos Reis da atualidade. Vamos honrar Tiradentes. Vamos completar a independência e construir um Brasil próspero e soberano. Este era o plano do alferes e é o plano do governo Lula. Este é também o nosso plano. Vamos enterrar o fascismo e soltar as amarras para o desenvolvimento do Brasil.

SÉRGIO CRUZ

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