O clérigo Seyyed Mojtaba Hosseini Khamenei foi eleito o novo Líder da Revolução Islâmica do Irã neste domingo (8) pela Assembleia dos Especialistas, em substituição ao recém martirizado, por ataque terrorista do Eixo EUA-Israel, Seyyed Ali Khamenei – seu pai, que por quatro décadas encabeçou o organismo máximo do país e que também foi presidente, anunciou a presstv. Mojtaba assume não apenas como a nova autoridade religiosa e política do país, mas também como comandante-em-chefe das Forças Armadas.
Milhões de iranianos saudaram nas ruas a escolha. Ao decidir por seu nome, a Assembleia reiterou que “a Revolução Islâmica permanece uma força indomável por justiça e independência”.
A declaração também homenageou Ali Khamenei, os comandantes de alta patente das forças armadas e estudantes inocentes da Escola Shajra Tayyiba em Minab, “todos vítimas dos ataques bárbaros da América criminosa e do regime sionista.”
A declaração expressou gratidão aos membros do conselho provisório que dirigiu o país após o martírio de Ali Khamenei, convocou toda a nobre nação do Irã a jurar lealdade inabalável à nova liderança e fazer da unidade um baluarte contra as conspirações de potências arrogantes.
Segundo a imprensa iraniana, além do pai, Mojtaba perdeu a esposa e um filho pequeno no bombardeio de 28 de fevereiro. Apesar das tradições da revolução iraniana não privilegiarem uma sucessão hereditária, nas atuais condições do país sob agressão, o nome de Mojtaba Khamenei surge especialmente como um fiador da unidade entre todos os iranianos e conta com apoio decisivo dentro do parlamento, IRGC, forças armadas e demais instituições.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, saudou a escolha de Mojtaba como líder supremo, afirmando que cumpre um “dever religioso e nacional”. Já o secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani, também declarou que o novo líder está apto para liderar o país nas condições sensíveis atuais.
Os Guardas Revolucionários do Irã e a liderança das Forças Armadas juraram lealdade a Mojtaba. Eles descreveram o aiatolá Mojtaba Khamenei “como um jurista de qualificações abrangentes — um faqih justo, historiador perspicaz, político perspicaz, estudioso prático, asceta, piedoso e administrador engenhoso — eminente para guiar o sistema sagrado por esse momento histórico crítico”.
“As Forças Armadas afirmaram seu juramento completo de lealdade ao novo Líder Supremo, enraizado na devoção aos ideais dos Imames da Revolução, comprometendo-se a mobilizar todas as capacidades e esforços sob sua liderança sábia para realizar os elevados objetivos de independência, justiça e resistência incorporados na Revolução Islâmica.”
“INACEITÁVEL”, DIZ FUHRER DE MAR A LAGO
Nos dias que antecederam a escolha, o fuhrer de Mar a Lago, Donald Trump exigiu nomear o novo líder iraniano, enquanto o regime genocida incrustado em Tel Aviv prometeu “perseguir todos os sucessores e qualquer pessoa envolvida na escolha de um novo líder”.
Segundo The New York Times, Trump classificou Mojtaba como uma escolha “inaceitável” e alertou que o próximo líder supremo “não vai durar muito” sem a aprovação dos Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu que cabe ao povo iraniano, e não ao presidente dos Estados Unidos, escolher o novo líder do país.
“Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder”, declarou Abbas Araghchi no programa “Meet the Press”, do canal NBC.
Tendo sido eleito para o segundo mandato prometendo acabar com “as guerras sem fim” e não começar outra, a conta do estelionato eleitoral pode chegar para Trump em novembro nas eleições intermediárias, com essa sendo a guerra desencadeada pelos EUA no século XXI de maior reprovação logo de início. Segundo o economista e consultor da ONU, Jeffrey Sachs, sob Trump os EUA estão “embriagados de arrogância”.











