Fim da escala 6×1 enfrenta desigualdade que atinge especialmente mulheres, diz Ministério

A secretária Nacional de Articulação Nacional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, defendeu que o fim da escala 6×1, discutida no Congresso Nacional, vai beneficiar especialmente as mulheres, que enfrentam a dupla jornada de trabalho.

Segundo a representante do Ministério da Mulher, em entrevista à Agência Brasil, a escala de cinco dias de trabalho a cada dois de folga (5×2) e a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas, além de dar mais qualidade de vida às mulheres, também “pode impactar positivamente na divisão de tarefas em casa”.

“Na soma entre o trabalho doméstico e o trabalho formal, nós trabalhamos muito mais do que os homens”, afirma Sandra.

De acordo com ela, “o cuidado tem que ser compartilhado entre homens e mulheres”. “Isso não é uma questão só cultural. É também de os homens terem mais tempo em casa para compartilharem o cuidado”, ressalta.

Pauta prioritária do governo, o fim da escala 6×1 tem sido defendido pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, também pelo ponto de vista do benefício às mulheres. Para Gleisi Hoffmann, a carga de trabalho da escala 6×1 recai, principalmente, sobre os ombros das mulheres devido à dupla jornada, que representa, além do emprego propriamente, o trabalho doméstico, cuidado com os filhos e idosos.

Referindo-se ao 8 de Março, celebrado ontem (domingo), Gleisi Hoffmann, escreveu em suas redes sociais que “para as mulheres, todo dia é um dia de luta. Por isso, é preciso avançar no fim da escala 6×1, que obriga a pessoa a trabalhar por 6 dias por semana e ter só um dia de folga. Essa é uma pauta da mulher brasileira”, ressaltou.

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