A CPI do Crime Organizado aprovou, na quarta-feira (11), 20 requerimentos de quebra de sigilo e convocações para depoimento dos membros da “Turma” de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e mira a ligação com facções criminosas.
O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, foi convocado para prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), assim como teve seus sigilos quebrados. Um Relatório de Inteligência Financeira sobre as movimentações de Zettel deverá ser produzido.
O requerimento apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE) aponta que “Fabiano Zettel possui conexões financeiras diretas com a Reag Investimentos e o Banco Master, instituições identificadas como braços financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima”.
A Polícia Federal revelou nas investigações que Zettel era responsável pelos pagamentos aos membros da “Turma”, grupo de Vorcaro que realizava ações de monitoramento e intimidação de adversários e jornalistas.
Fabiano Zettel foi o maior doador das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em 2022. O criminoso enviou R$ 5 milhões para os candidatos.
A CPI também aprovou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”.
Ele “cometeu” suicídio após ser preso na sexta-feira (6). Os senadores pediram ao STF informações sobre o caso.
Além disso, foram aprovadas as convocações de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária.
Os dois estavam nos cargos na gestão de Roberto Campos Neto e tinham um grupo com Daniel Vorcaro para repassar informações sigilosas sobre o BC e o mercado financeiro.
Para investigar a ligação entre o Banco Master e facções criminosas, a CPI do Crime Organizado aprovou a convocação de Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, que atuava na área de lavagem de dinheiro do PCC.
Mohamad Hussein Mourad, que também tinha atuação na lavagem de dinheiro da facção, foi convocado.
O requerimento descreveu que a Faria Lima era o “epicentro” de um esquema em larga escala de lavagem de dinheiro.











