Refinaria privatizada sabota medida do governo e aumenta preço do diesel em até 20%

Refinaria da Petrobrás (Rlam), na Bahia, foi entregue a estrangeiros. (Foto: Divulgação)

Refinaria de Mataripe na Bahia, entregue por Bolsonaro em troca de joias, elevou o diesel após medidas anunciadas pelo governo Lula para conter alta do combustível

A Refinaria de Mataripe, na Bahia, anunciou, nesta quinta-feira (12), um aumento de 20% no diesel para as distribuidoras. O anúncio Acelen acontece horas depois do presidente Lula publicar uma medida provisória zerando as alíquotas do PIS e o Cofins sobre a importação e comercialização do óleo diesel, entre outras medidas, para conter os efeitos da alta do barril do petróleo sobre o consumidor brasileiro, provocada pela agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Hoje Acelen, a Refinaria de Mataripe, uma das mais importantes refinarias da Petrobrás, então Refinaria Landulfo Alves (RLAM), foi privatizada e entregue ao fundo Mubadala Capital dos Emirados Árabes por Jair Bolsonaro em troca de joias.

A Refinaria de Mataripe subiu o diesel S10 de R$ 4,18 para R$ 5,00. O diesel S500 teve preço majorado de R$ 4,08 para R$ 4,90 um aumento de 20%. Para a gasolina, a refinaria fixou um reajuste de 7,4%, elevando o valor de R$ 3,05 para R$ 3,28.

O aumento anunciado hoje acontece a uma semana de outro aumento que entrou em vigor no dia 5 de março, depois do início das agressões ao Irã em 28 de fevereiro. No dia 5, a refinaria privatizada aumentou o preço do diesel S10 em 17,4%. O diesel S500, indicado para máquinas agrícolas, equipamentos de mineração, geradores de energia e locomotivas teve um aumento de reajuste de 17,9%. A gasolina subiu 11,8%.

Dessa maneira, os aumentos acumulados, no intervalo de uma semana, ficaram em 40,29% no diesel S10. No caso do S500 mais 41,48% e a gasolina acumulou 20% e expressam a política de paridade de preços praticada pela Acelen. Os reajustes são aplicados semanalmente pela refinaria, normalmente às quintas-feiras.

Diferentemente, a Petrobrás tem uma política de preços que evita o repasse automático das oscilações de curto prazo do mercado internacional ao consumidor brasileiro. A empresa observa a paridade internacional, mas sem o repasse imediato, buscando proteger o consumidor brasileiro. Os custos de produção da Petrobrás, especialmente no pré-sal, estão entre os mais baixos do mundo, tornando-a altamente competitiva frente às grandes petroleiras internacionais, o que favorece a empresa nacional.

“Neste momento a gente está se perguntando até que momento essa cotação vai continuar”, declarou a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, sobre o barril de petróleo que atingiu US$ 100 .

Chambriard declarou a jornalistas na semana passada que a Petrobrás está preparada para qualquer cenário de preço do petróleo. “Olhando à frente, vemos analistas falando que o petróleo pode chegar a US$ 120 no ano que vem, e outros a US$ 53, esse é o tamanho da volatilidade. O importante é que a Petrobras esteja plenamente preparada para ser resiliente o suficiente para enfrentar qualquer um destes cenários”.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *