Resistência pró-Irã derruba com míssil no Iraque avião de reabastecimento KC-135 dos EUA

Destroços do K-135 derrubado no Iraque por míssil (VINnews)

Pentágono confirma que os seis tripulantes estão mortos

Um avião de reabastecimento KC-135 dos EUA, a serviço da agressão contra o Irã, foi derrubado nesta quinta-feira (12) sobre o Iraque por um míssil lançado por milícias da resistência, segundo a agência de notícias iraniana Fars.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) admitiu a queda do avião com seis tripulantes a bordo no oeste do Iraque, segundo a rede norte-americana CBS, mas alegou se tratar de um “incidente”, em que outro KC-135 que também esteve envolvido conseguiu aterrissar em segurança.

“Os seis tripulantes a bordo de um avião de reabastecimento KC-135 dos EUA que caiu no oeste do Iraque tiveram suas mortes confirmadas”, anunciou o Pentágono em nota. O “incidente” está sendo “investigado” e, como em episódios precedentes, o Centcom assevera que a perda não teria sido “nem por fogo inimigo nem por fogo amigo”.

Derivado do Boeing 707, o Boeing KC-135 Stratotanker é a principal aeronave militar de reabastecimento dos EUA e está sendo usado para reabastecer os bombardeiros que atacam o Irã. Desenvolvido na década de 1950, passou por sucessivas modernizações.

O site de monitoramento FlightRadar24 teria mostrado outro KC-135 declarando emergência antes de pousar em segurança no aeroporto de Tel Aviv nesta quinta, segundo a CBS. Posteriormente, surgiram fotos do avião que sobreviveu, com um dano visível no estabilizador vertical – uma estrutura fundamental para a estabilidade e a navegabilidade da aeronave -, e pousado de emergência em Israel.

Poderiam ter colidido tentando se safar de um míssil disparado pela resistência islâmica no Iraque.

Desde que a agressão EUA-Israel contra o Irã de 28 de fevereiro começou, não é a primeira vez que as respectivas versões sobre aviões que caem divergem.

No último dia 2, quando as bases americanas no Kuwait estiveram sob pesada retaliação do Irã, o Centcom atribuiu a queda de 3 (três!) F-15 ao “fogo amigo” – disparos feitos pelas forças do Kuwait -, enquanto o Irã assumiu responsabilidade pela derrubada, que festejou.

No mínimo, a queda de três F-15 é melhor explicada pela incapacidade da defesa antiaérea de dar conta, ao mesmo tempo, de barrar os drones e mísseis iranianos que enxameiam e diferenciá-los dos F-15 tentando fazer o mesmo.

Mas que caíram, caíram, como viralizou nas redes sociais – um F-15 despencando até o chão. Os tripulantes conseguiram se ejetar.

Na inglória campanha do porta-aviões USS Abraham Lincoln no ano passado no Mar Vermelho, diante do Iêmen, dois caças norte-americanos foram perdidos e caíram no mar, sob uma saraivada de drones e mísseis agraciada pelos revolucionário iemenitas, forçando Trump a “declarar vitória” e retirar o porta-aviões da região.

Curiosamente, o Pentágono também anunciou que na quinta-feira dois marujos ficaram feridos em um “incêndio que eclodiu a bordo do porta-aviões norte-americano USS Gerald Ford, destacado no Mar Vermelho em apoio à operação militar contra o Irã”. Incêndio que, assevera o comando da agressão contra o Irã, “não teve relação com o combate e já foi controlado”. O incêndio teria sido na lavanderia.

Antes que alguém perguntasse, o Centcom achou por bem esclarecer que “não há danos no sistema de propulsão do navio”, que continua “totalmente funcional” – uma relação muito estranha com um “incidente na lavanderia”, mesmo considerando o excesso de serviço do setor por causa das cuecas sujas e das latrinas defeituosas.

Com os seis tripulantes do KC-135, o total oficial de militares mortos em uma semana de agressão e devida retaliação sobe para 13. Antes, o Pentágono já admitira a morte de outros sete americanos, seis em um bombardeio iraniano no porto de Shuaiba, justo no Kuwait, e um na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, a mesma em que um caríssimo radar americano virou sucata.

Já os feridos seriam 140, havendo informes de que os hospitais militares dos EUA na Alemanha estão apinhados. Outra morte, também no Kuwait, de um membro da Guarda Nacional, foi atribuída a “problema de saúde” – quem sabe, enfartou ao se deparar com um drone mal encarado.

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