“Juro alto asfixia a economia, a geração de emprego e o consumo”, afirmam Centrais

Foto: Agência Brasil

Centrais sindicais convocam manifestação em frente ao Banco Central no próximo dia 17

No próximo dia 17, as centrais sindicais e representantes de movimentos sociais vão mais uma vez sair às ruas para pressionar por mudanças na política monetária e defesa da redução das taxas de juros no país.

A manifestação pela queda dos juros e em defesa do crescimento econômico e geração de empregos acontece na Avenida Paulista, em frente à sede do Banco Central (BC), a partir das 10h, no momento em que o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne para definir os rumos da taxa Selic, nos dias 17 e 18.

Para as entidades, os juros elevados prejudicam o crescimento econômico, dificultam investimentos produtivos e comprometem diretamente a geração de empregos, renda e oportunidades, travando o desenvolvimento.

Como afirma o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, “juros elevados travam investimentos, encarecem o crédito e dificultam a vida dos trabalhadores e das empresas. Por isso, estamos chamando a sociedade para esse ato, defendendo uma política econômica que estimule o desenvolvimento, a produção e a geração de oportunidades para o povo brasileiro”.

O presidente da CTB, Adilson Araújo, classifica a manutenção dos juros no atual patamar (como 15% ao ano) como “inaceitável, gerando desemprego e alto endividamento das famílias”.

Para Adilson Araújo, “essa política de juros altos é um mecanismo de asfixia econômica que só beneficia o sistema financeiro e prejudica a produção, o emprego e o consumo da classe trabalhadora”.

Conforme ressalta o presidente da CUT, Sérgio Nobre, “nenhuma empresa, de nenhum porte, de grande a pequena, consegue um ganho real de 10%, como ganha quem investe em papéis que remuneram de acordo com a taxa Selic. Isso faz com que o dinheiro não vá para investimentos e para a construção de novas fábricas e empresas que gerem empregos e façam a economia crescer, o dinheiro circular e chegar às mãos do trabalhador”.

“Precisamos pressionar por mudanças que permitam ao Brasil crescer com inclusão, fortalecendo a economia e garantindo melhores condições de vida para a população”, conclama o presidente da UGT, Ricardo Patah. “Quando o crédito fica caro, as empresas deixam de investir, o comércio perde dinamismo e o trabalhador sofre com menos empregos e renda”, ressalta.

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