Lula disse que a situação política do Brasil e do mundo é tão grave que é preciso “pegar as melhores pessoas que a gente tem, em cada cidade e cada Estado” para defender a democracia
O presidente Lula lançou, na quinta-feira (19), o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como candidato ao governo do Estado de São Paulo e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), como candidata ao Senado Federal.
Ele explicou que Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente da República e ex-governador, ainda não decidiu se vai ser candidato ao Senado na mesma chapa. O evento aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
O presidente Lula relatou ter conversado com Geraldo Alckmin e perguntado se ele quer ser candidato. “Ficaria imensamente feliz em ter Alckmin como vice outra vez. Aprendi a gostar do Alckmin. Ele só me ajuda”, comentou.
“Agora, eu falei, você tem que conversar com o Haddad para saber onde a gente pode colher mais frutos dele, se ser candidato ao Senado ajuda mais. Mas, Haddad, você precisa arrumar uma chapa para disputar. Não sei se Geraldo será candidato”, acrescentou.
“Sei que Tebet vai ser candidata aqui. [Guilherme] Boulos tirei da eleição e deixei ministro… Não será uma disputa fácil”, disse Lula.
Segundo o presidente, o Brasil corre o risco de “entregar a democracia outra vez aos fascistas que, durante tão pouco tempo governaram esse país, mas fizeram um estrago muito grande”.
Ele apontou que a situação política do Brasil e do mundo é tão grave que é preciso “pegar as melhores pessoas que a gente tem, em cada cidade e cada Estado” para defender a democracia.
Em discurso, Lula falou que o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tenta esconder a participação do governo federal em programas em São Paulo.
“O governador tem inaugurado muito dessas Casas Paulistas e ele poderia, pelo menos, ter a singeleza de dizer que essas casas são feitas pelo governo federal, no Minha Casa, Minha Vida, e pedir licença para chamar de Casa Paulista, que é um programa criado pelo Alckmin quando era governador do Estado. Nem o nome ele criou, só plagiou”, disse.
O presidente também criticou o fato dos prefeitos paulistas não serem recebidos pelo governador. “Pelo que eu estou sabendo, os prefeitos de São Paulo são pouco ou mal recebidos pelo governo do Estado. Não é a primeira pessoa que não gosta de prefeitos, porque toda vez que os prefeitos vão a Brasília, os presidentes não participam das marchas porque têm medo, porque os prefeitos vão cobrar”, afirmou Lula.
“Qual é a nossa diferença: é que não importa quem ele seja. O que importa é que ele seja prefeito. E se vai a Brasília, ele vai ser atendido com decência, dignidade e muito carinho”, enfatizou.
O pré-candidato Fernando Haddad disse não vai disputar a eleição “para barganhar”, mas “para ganhar. Vitória política é sempre possível. Basta você se apresentar de cara limpa e com um bom projeto, que vai despertar o bom senso das pessoas”.
Para Geraldo Alckmin, que também esteve no evento, “poucas pessoas estão tão preparadas” como Haddad para ocupar o cargo.
“Um professor, grande ministro da Educação, prefeito de uma das maiores cidades do mundo, ministro da Fazenda que fez a sonhada reforma tributária que vai impulsionar nossa economia, mas especialmente uma pessoa vocacionada para servir o nosso Estado de São Paulo como um grande governador”, continuou.
O vice-presidente da República disse que “Haddad vai apresentar o melhor programa para essa inércia hoje de São Paulo”.
A presidente do PCdoB, Nádia Campeão, disse pelas redes sociais que “a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo [é] uma batalha de grande importância na eleição nacional em que vamos reeleger o presidente Lula e derrotar a extrema-direita bolsonarista, defender a democracia, a soberania nacional e a paz”. “O PCdoB e toda sua militância já está mobilizado e intensificará nossa participação nesta disputa fundamental”, anunciou.











