Irã desmente “conversações” com EUA e afirma que Trump recuou diante da firmeza na resposta à agressão

Iranianos respaldam ações do governo frente ao terrorismo de Estado dos EUA-Israel (Tasnim News Agency)

Alegações do ditador estadunidense não têm sustentação, afirma o Ministério das Relações Exteriores do Irã, e foram “feitas no âmbito dos esforços para reduzir os preços da energia”

O Ministério das Relações Exteriores do Irã desmentiu na manhã desta segunda-feira (23)  as declarações de Donald Trump sobre hipotéticas “negociações” entre Teerã e Washington, assinalando que são bravatas sem qualquer sustentação, feitas “no âmbito dos esforços para reduzir os preços da energia” depois da derrota no caso do Estreito de Ormuz inteiramente sob domínio iraniano e sem passagem para navios dos EUA, com efeitos também nas bolsas internacionais.

Além disso, bases norte-americanas no Oriente Médio são alvo constante da artilharia iraniana, caças de Israel e EUA são derrubados, assim como todo o território israelense está vulnerável.

Enveredando abertamente para o caminho da mentira, Trump anunciou uma “trégua de cinco dias” em ataques à infraestrutura energética do Irã após ter realizado, neste fim de semana, “conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio” com lideranças iranianas.

“Depois que a República Islâmica ameaçou que, em caso de ataque americano à infraestrutura energética do Irã, toda a infraestrutura energética da região seria alvo, Trump recuou e disse que havia emitido uma ordem para adiar o ataque”, declarou a Embaixada do Irã em Cabul 

“Existem iniciativas de países da região para reduzir as tensões, e nossa resposta a todas elas é clara: não fomos nós que começamos esta guerra, e todos esses pedidos devem ser encaminhados a Washington”, acrescentou o porta-voz da República Islâmica.

“NÃO EXISTE NENHUMA CONEXÃO DIRETA NEM INDIRETA COM TRUMP”

A Guarda Revolucionária também informou que não existe “nenhuma conexão direta nem indireta com Trump. “Não houve negociações, nem há agora, e com este tipo de guerra psicológica, nem o Estreito de Ormuz voltará às suas condições pré-guerra, nem haverá paz nos mercados de energia”, apontou um “alto funcionário de segurança”.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, assegurou que diante de qualquer ameaça à soberania nacional, a resposta será clara e objetiva: “destruir de forma irreversível” as infraestruturas críticas e instalações de energia de governos subservientes ao império.

“TRUMP DEU MARCHA À RÉ”

Conforme a mídia iraniana, o presidente estadunidense “deu marcha à ré após escutar que nossos objetivos seriam todas as centrais elétricas da Ásia Ocidental.

Em comunicado no dia 3 de março o Conselho de Defesa da República Islâmica anunciou que a política de Teerã em relação a Ormuz continuaria a ser baseada no “decreto” de Mukhta Khamenei, o novo líder do governo iraniano. O Conselho também ameaçou que, em caso de ataque contra “costa ou ilhas iranianas”, o Irã minaria “todas as vias de acesso e linhas de comunicação no Golfo Pérsico e suas costas”.

Segundo o embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO) – agência especializada das Nações Unidas pela segurança da navegação -, Ali Mousavi, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado para todo e qualquer navio dos “inimigos do Irã”, enfatizando que seu país trabalhará para garantir a passagem segura das demais embarcações.

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