Ministro afirma que o governo prepara novas medidas para atender caminhoneiros

Ministro dos Transportes, Renan Filho (Foto: Paulo Pinto - Agência Brasil)

“Teremos novidades com respeito à parada obrigatória de descanso dos caminhoneiros”, anunciouo ministro dos transportes Renan Filho

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou que o governo Lula está estudando outras medidas para atender os pedidos dos caminhoneiros, como em relação a paradas para descanso e fiscalização sobre o pagamento do piso.

Os caminhoneiros chegaram a discutir uma paralisação nacional, mas isso foi deixado de lado com a abertura de negociações com o governo federal.

Entrou em vigor na sexta-feira (20) uma medida provisória que regulamenta o piso mínimo de frete.

“Nós temos, sim, outras medidas que estão em avaliação. Teremos novidades com respeito à parada obrigatória de descanso dos caminhoneiros”, declarou Renan Filho.

O ministro comentou ainda que o governo vai utilizar o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para fiscalizar se as empresas estão ou não pagando de acordo com mínimo exigido pela lei.

“Vai dar para fiscalizar. O CIOT vai barrar a contratação de quem paga abaixo da tabela mínima do frete, e nós vamos garantir o cumprimento da tabela”, explicou.

Segundo ele, as medidas não vão gerar um aumento dos preços dos produtos por conta do aumento do frete, uma vez que as empresas de transporte estavam incorporando esses valores como lucro.

As empresas que não pagarem o piso mínimo do frete poderão ser retiradas do setor. Todas as informações acerca de cada transporte deverão estar no CIOT.

“Se o frete sobe, em tese, pode acontecer de aumentar o produto na ponta. Mas grandes companhias não pagavam o preço mínimo do frete para ampliar o lucro”, explicou.

Na quarta-feira (25), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos,  reuniu-se com representantes da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, Luciano Santos, a possibilidade de greve está descartada.

O ministro Boulos disse que o “compromisso do governo” é que a MP sobre o piso mínimo seja defendida na Câmara e no Senado Federal.

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