A Espanha anunciou o fechamento do espaço aéreo para aeronaves norte-americanas envolvidas em ataques contra o Irã. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, afirmou que a medida serve para “não fazer nada que pudesse encorajar uma escalada nesta guerra”.
“Não vamos autorizar o uso (das bases militares) de Morón e Rota para quaisquer atos relacionados à guerra no Irã”, afirmou a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles. Ela acrescentou que a Espanha “deixou isso claro desde o início para o governo dos EUA”.
O veto abrange todo o espaço aéreo espanhol para todas as aeronaves envolvidas com a agressão dos EUA e Israel, que a partir de 28 de fevereiro iniciaram um ataque surpresa através de bombardeios contra o território iraniano.
Na quarta-feira (25), o presidente espanhol, Pedro Sánchez, já havia abordado a questão durante o plenário do Congresso dos Deputados. Um dos maiores opositores na Europa dos ataques criminosos contra o Irã, Sánchez classificou os ataques como “imprudentes” e “ilegais”.
“Negamos aos EUA o uso da base de Rota e Morón para esta guerra ilegal. Todos os planos de voo que contemplavam ações relacionadas à operação no Irã foram rejeitados. Todos, incluindo os dos aviões de reabastecimento”, ressaltou o dirigente.
“Não tem sido fácil, mas acho que fizemos isso porque é permitido, entre outras coisas, pelo acordo bilateral que administra essas bases e porque somos um país soberano que não quer participar de guerras ilegais”, enfatizou.
Em 4 de março, Sánchez fez um discurso televisionado para a população espanhola em que falou sobre a guerra na Ucrânia, da invasão do Iraque há mais de 20 anos e o genocídio de palestinos em Gaza, assegurando que a posição do governo espanhol se resume como “não à guerra”.
Veja postagem de Sánchez:











