Bolsonarista ligado ao Comando Vermelho é preso novamente no Rio

Flávio Bolsonaro e Rodrigo Bacellar (Foto: reprodução Agência Globo)

O ex-deputado Rodrigo Bacellar ajudou o Comando Vermelho e já estava usando tornozeleira eletrônica. O caso mostra que, além das milícias, o bolsonarismo é ligado também às facções criminosas

O deputado bolsonarista já cassado, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, nesta sexta-feira (27) pela Polícia Federal. Ele já tinha sido preso antes por colaborar com o Comando Vermelho. E ainda tem gente que acredita que o bolsonarismo fala sério quando alardeia que combate o crime. O caso Bacellar confirma que eles são o próprio crime.

O deputado já tinha sido preso antes por colaborar com o Comando Vermelho. O ex-deputado foi solto dias depois, com medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Bacellar foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro e depois para o presídio de Benfica – deve passar por audiência de custódia neste fim de semana.

A operação Operação Unha e Carne, que voltou a prender o ex-deputado, foi realizada para cumprir um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Além da prisão, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Segundo a PF, a operação desta sexta está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) – e obrigações determinadas pela sentença para a Polícia Federal em relação à investigação de grupos criminosos.

O deputado teve o mandato cassado junto com o governador Cláudio Castro nesta semana. A decisão pela prisão afirma que há indícios de que o investigado atuou para atrapalhar operações policiais; participação em vazamento de informações sigilosas, frustrando ação policial e atuação orientando terceiros a retirar provas e esvaziar locais investigados.

A cassação do mandato do deputado estadual também vai provocar uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro e um novo cálculo que pode mudar não só a vaga dele, mas também outras cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj). Essa recontagem está marcada para terça-feira (31). A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina a exclusão dos votos recebidos por Bacellar e a chamada retotalização, um procedimento que recalcula toda a distribuição das vagas com base nos votos válidos restantes.

No último dia 16, a Procuradoria-Geral da República denunciou Bacellar pelo vazamento de informações sigilosas para TH Joias, que é investigado por ligações com o Comando Vermelho. Também foram denunciados o ex-deputado estadual TH Joias, o desembargador federal Macário Neto e mais duas pessoas.

A Procuradoria-Geral da República afirma que as informações vazadas para o Poder Legislativo do estado do Rio sobre uma operação contra o Comando Vermelho vieram de um integrante do Poder Judiciário. Bacellar, é acusado de vazar informações de uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho para o principal alvo da ação: o então deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias.



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