Estatal espanhola adquire Aeroporto do Galeão

Aeroporto Internacional do Galeão/Divulgação

A estatal espanhola Aena arrematou o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, com um lance de R$ 2,9 bilhões, no leilão realizado nesta segunda-feira (30) na bolsa de valores de São Paulo.

O piso para arrematar o terminal era de R$ 932 milhões e a empresa vencedora passou a controlar 100% do terminal fluminense no novo modelo de privatização, ou relicitação, que retirou do processo a estatal brasileira Infraero que detinha 49% do aeroporto.

O modelo de relicitação, de 2017, é um “processo amigável” de devolução dos ativos nas privatizações fracassadas, que permite o governo federal leiloar novamente, no caso, os aeroportos. As empresas não cumpriram suas obrigações, como, por exemplo, o pagamento de outorga, não fizeram os investimentos prometidos, entre outras obrigações.

A situação do aeroporto do Galeão vem se arrastando desde 2022, quando o grupo controlador – Vinci Compass e Changi Airports International – tentou devolver o aeroporto ao governo federal., alegando a pandemia da Covid, que reduziu o número de passageiros e viu seus lucros minguarem.

Após acordo, aprovado pelo TCU (Tribunal de Contas da União), foi realizado o novo leilão, agora em 2026. A empresa, que é controlada pelo Governo da Espanha, vai pagar à União uma taxa anual até 2039 que corresponde a 20% do faturamento bruto da concessão e não terá mais a obrigação de construir a terceira pista, conforme o contrato anterior.

O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, diz que a meta é aumentar o número de passageiros no Galeão dos atuais 18 milhões para 30 milhões.

A Aena gerencia 80 aeroportos e dois heliportos espalhados por cinco países. No Brasil, com o Galeão serão 18 aeroportos.

O diretor-geral da Aena Internacional, Emilio Rotondo, comemorou. Segundo ele, o Brasil é “estratégico” para o grupo que já atua no país, respondendo por 20% da malha aérea nacional, inclusive no controle do aeroporto de Congonhas em São Paulo, desde 2023, além de outros 10 terminais nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará

Em 2020, a estatal espanhola assumiu o controle dos aeroportos do Nordeste: os terminais de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB).

A companhia também atua em outros três países além de Brasil e Espanha. A Aena controla três aeroportos no Reino Unido e participa da gestão de 12 terminais no México e dois na Jamaica.

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