Wladimir Matos Soares foi condenado a 21 anos de prisão por participar da trama golpista
O Ministério da Justiça e Segurança Pública exonerou o ex-agente da Polícia Federal, Wladimir Matos Soares, condenado a 21 anos de prisão por participar da trama golpista, que planejou o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Soares foi julgado pelo STF, integrante do núcleo 3 da trama golpista. O núcleo era composto por ele e mais nove militares “kids pretos”.
Ele cuidava da segurança de autoridades que participariam da transmissão de cargo em 2022. Segundo as investigações, ele vazava informações sensíveis sobre Lula para os “kids pretos” e o grupo que formava a “Abin paralela”, que atuava para Bolsonaro.
Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo planejou e começou a executar a trama, com a tentativa de assassinar Lula, Alckmin e Moraes. Mas o plano foi abortado.
Mensagens recuperadas pela Polícia Federal mostram o policial afirmando que o “plano era matar todo mundo” para manter Bolsonaro no poder.
Ele fala nas mensagens que fazia parte de uma equipe pronta para defender Bolsonaro com armas. Afirmou ainda que aguardava apenas um “ok” para agir.
E reclama que Bolsonaro “deu para trás” porque o golpe foi rejeitado pelos comandantes militares.
“Só que o presidente deu para trás, porque, na véspera que a gente ia agir [sic], o presidente foi traído dentro do Exército. Os generais foram lá e disseram que não iam mais apoiar ele. Ou seja, na realidade, o PT pagou para eles, comprou esses generais”, diz uma das mensagens.
“A gente ia com muita vontade. A gente ia empurrar meio mundo de gente, pô. Matar meio mundo de gente. Estava nem aí já, cara”.











