Promessa do “01” a Trump de afastar Brasil da China seria um desastre para o agronegócio do país

Flávio Bolsonaro prometeu vender o Brasil para Trump (reprodução)

Bajulador quer prejudicar as exportações de grãos do Brasil para a China, maior parceiro comercial do país. Tudo para agradar o bufão da Casa Branca e os produtores dos EUA que concorrem com o Brasil

Os fascistas brasileiros, que compõem o núcleo central do bolsonarismo, tentaram dar um golpe de Estado em 2022, mas foram derrotados. O chefe da trama, que perdeu a eleição e não queria sair, acabou sendo preso. Agora eles estão ensaiando uma volta para conspirar novamente contra o Brasil em prol da dominação dos EUA sobre o país.

SERVIÇAL QUER DESTRUIR AGRO BRASILEIRO

Isso fica bastante claro se prestarmos a atenção no discurso que o escalado pelo presidiário para a disputa de novembro fez no encontro de fanáticos e fascistas realizado no último fim de semana no Texas, nos Estados Unidos. O bajulador Flávio Bolsonaro prometeu, em inglês, entregar todas as riquezas que existem no Brasil para a exploração de Donald Trump. Só faltou beijar os pés do ditador americano.

Veja aqui a fala do serviçal no encontro de fascistas no Texas

Reprodução do canal UOL

Pior, o serviçal se colocou à inteira disposição da Casa Branca para afastar a China do Brasil. Ou seja, Flávio Bolsonaro se prontificou a ajudar Trump afastando o maior parceiro comercial do Brasil. Isso é o que mais quer o governo americano. São eles que querem vender para a China. O país asiático dá ao Brasil um superávit comercial de quase US$ 45 bilhões e é, disparado, o maior comprador de grãos brasileiros. Esta intenção de Flávio Bolsonaro seria um desastre completo para o agronegócio brasileiro.

Afastar os maiores compradores de produtos brasileiros traria uma enorme crise para a agricultura do país. A medida provocaria uma quebradeira generalizada no campo. Tudo isso para agradar Trump e beneficiar os produtores agrícolas dos EUA. Flávio está defendendo os produtores americanos que concorrem com o Brasil na exportação de grãos para a China.

CHINA É O MAIOR COMPRADOR DO BRASIL

A balança comercial do Brasil com os EUA é deficitária. O Brasil compra mais do que vende para os EUA. Portanto, o que Flávio causaria com essa traição ao país e a bajulação a Trump é uma piora drástica da balança comercial do Brasil. Isso só comprova que ele sempre trabalhou contra o Brasil. Foi assim quando o bufão da Casa Branca impôs o criminoso tarifaço contra os produtos brasileiros. Flávio e seu irmão Eduardo Bolsonaro, ficaram ao lado de Trump, ao lado do agressor, e contra as empresas brasileiras.

A traição dos dois ao Brasil foi tão escandalosa que eles não só aplaudiam as tarifas impostas por Trump como ainda pediam mais sanções contra a economia brasileira. Eduardo Bolsonaro, vulgo “bananinha”, chegou a se mudar para os EUA para conspirar de lá contra o Brasil e contra as empresas nacionais. Ele mente dizendo que se exilou, mas, na verdade, fica o tempo todo rondando a Casa Branca para insuflar o governo americano a sancionar e perseguir autoridades brasileiras.

Se não bastasse o caos que Flávio causaria ao agronegócio, ele também confessou que transmitiu informações confidenciais do Brasil para os órgãos de espionagem dos EUA (veja abaixo). Ou seja, é como se ele fosse um espião contratado para prejudicar o Brasil. Ele defende a intromissão de CIA, do FBI, do ICE e de outras arapucas americanas no Brasil com o pretexto furado de combater o narcotráfico. O mesmo pretexto que foi usado para o sequestro do presidente da Venezuela e o roubo do petróleo venezuelano. A Venezuela tem a maior reserva e petróleo do mundo. Veja aqui a confissão da espionagem de Flávio.

ALÉM DE TUDO, DEFENDE MILÍCIAS

Essa conversa toda de que o bolsonarismo combate o crime organizado é pura balela. Basta ver as ligações históricas de Flávio Bolsonaro com as milícias e com os grupos de extermínio do Rio de Janeiro. Ele prestou uma grande homenagem ao assassino profissional, Adriano da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, e integrante do Escritório do Crime, uma espécie de central de assassinatos por encomenda das milícias do Rio. Ele empregou a mãe e a mulher do assassino em seu gabinete, quando era deputado estadual, e fazia lavagem de dinheiro, através das duas, para a milícia.

Em suma. Flávio Bolsonaro é o próprio crime organizado querendo voltar ao poder no Brasil. Seu pai já afundou o país uma vez e foi defenestrado pelo povo nas urnas. Depois tentou dar um golpe de Estado e também foi derrotado. Agora, da cadeia, ele escalou Flávio Bolsonaro para ir ao Texas e apresentar suas credenciais de capacho aos chefes e gurus do bolsonarismo. Ele foi e prometeu vender o Brasil. Caso ele voltassem, o setor econômico que mais sofreria com a bajulação a Trump e a promessa feita por Flávio Bolsonaro do fazer um trabalho de sapa contra os produtores brasileiros, seria o agronegócio brasileiro.

SÉRGIO CRUZ

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