O senador e ex-presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, formalizou sua filiação PSB, na noite desta quarta-feira (1.o/04), na sede do partido, em Brasília.
A ficha de ingresso do parlamentar foi assinada pelo presidente nacional do PSB, João Campos, e pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).
Estiveram presentes no evento o presidente da Fundação João Mangabeira (FJM), Carlos Siqueira, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Márcio França (PSB), o presidente estadual do PSB-MG, Otacílio Neto, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), lideranças políticas, militantes e filiados do PSB.
O presidente nacional do PSB, João Campos, afirmou que a filiação Pacheco é muito importante para a democracia brasileira e para o cenário nacional. Para Campos, a trajetória política do senador vai “além das fronteiras de Minas Gerais”.
“A gente sabe que nos momentos mais desafiadores, homens e mulheres são testados a defender aquilo que é certo, aquilo que é justo. Nem sempre as posições corretas são as mais fáceis de serem tomadas, pelo contrário, normalmente são as mais difíceis. O senhor nunca deixou de tomar a decisão certa, defendendo o povo brasileiro, defendendo as instituições brasileiras e a democracia brasileira”, afirmou João Campos, candidato ao governo de Pernambuco.
Rodrigo Pacheco agradeceu a acolhida do partido e destacou a importância histórica da legenda no cenário político nacional. Ao relembrar sua relação com o PSB, ele destacou que a filiação representa um reencontro com a história. “Estive na sede do partido em 2017, com o convite para me filiar, o que não foi possível naquele momento. Hoje, com alegria, estou aqui, com o coração cheio de esperança de poder contribuir com minha experiência para o fortalecimento do partido em Minas e no Brasil”, declarou.
O ex-presidente do Congresso se colocou em defesa firme da Constituição e da soberania nacional. “A defesa dos valores constitucionais e da soberania é essencial, especialmente em um mundo marcado por conflitos e instabilidades. E, acima de tudo, devemos fazer a defesa intransigente da democracia, mesmo quando isso tem custo”, afirmou.
Sobre a candidatura a governador em Minas, ele destacou que o momento é de diálogo entre as forças políticas. “Este é um ato de filiação. As discussões eleitorais acontecerão no tempo adequado, com diálogo entre as forças políticas e a sociedade. Minas enfrenta grandes desafios e precisa de um projeto consistente de reconstrução”, declarou.
O vice-presidente Geraldo Alckmin relembrou a atuação de Pacheco em momentos decisivos da política nacional e também citou seu perfil conciliador.
“Pacheco teve um papel fundamental naquele momento de tentativa de golpe no Brasil, como presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, sua participação foi fundamental, como chefe do Poder Legislativo, presidente do Senado e do Congresso Nacional”, lembrou.
O ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, e o ex-deputado estadual de Minas Gerais, Célio Moreira, também se filiaram no ato.
MINAS
A confirmação de Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa à reeleição de Lula (PSB) funcionou como gatilho político em Minas Gerais.
O movimento, que encerrou incertezas no plano nacional, destravou articulações represadas no Estado e acelerou a migração de aliados.
NO CENTRO DA DISPUTA NACIONAL
Com a filiação ao PSB, Rodrigo Pacheco se consolida como peça-chave na sucessão em Minas Gerais, Estado decisivo em eleições presidenciais.
O movimento reforça o palanque de Lula e reposiciona o jogo político local, ao criar nova correlação de forças para a disputa de 2026.
No tabuleiro mineiro, a engrenagem finalmente começou a girar. E com efeitos que vão muito além das fronteiras do Estado.
PESQUISA
Pacheco já demonstrou que é um candidato fortíssimo em Minas.
Segundo uma pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (1º/4), Pacheco está colado em Cleitinho Azevedo (Republicanos). Isso sem Pacheco sequer ter oficializado ou dito que é candidato. De acordo com a pesquisa, Cleitinho lidera com 32,7% das intenções de voto. Pacheco vem em segundo lugar, com 28,6% das intenções.
Logo em seguida vêm o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que ficou em terceiro lugar, com 11,7% e o senador Carlos Viana (PSD), ex-presidente da CPMI do INSS, na quarta posição (7,5%). Já o atual governador do Estado, Mateus Simões (PSD) está na quinta colocação com 6,2%.
(Com informações do PSB40)











