“Programa de Flávio é submissão aos EUA e ataque aos direitos dos trabalhadores”, diz deputado

Deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) (Foto: Bruno Spada - Câmara dos Deputados)

“A reforma trabalhista deles é no sentido oposto à nossa luta pelo fim da escala 6×1, vida além do trabalho. As pessoas não podem ser escravizadas”, declara Lindbergh Farias (PT-RJ)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou que o programa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é de submissão aos Estados Unidos e um brutal ataque aos direitos dos trabalhadores, e por isso ainda não foi divulgado.

“O programa do Flávio Bolsonaro é uma mistura de neocolonialismo – eles querem ser submissos aos Estados Unidos – com um brutal ataque aos direitos dos trabalhadores”, descreveu o deputado.

“Por que o Flávio Bolsonaro ainda não apresentou o seu programa de governo? Ele tinha anunciado que iria apresentar em março. É porque ele sabe que é impopular, ele quer esconder isso”, criticou o parlamentar.

Lindbergh comentou sobre uma entrevista de Mansueto Almeida, cotado como possível ministro da Fazenda de Flávio, na qual ele defende que o salário mínimo não pode crescer como tem acontecido no governo Lula.

Farias falou que “com Lula, o salário mínimo tem crescimento real. No governo do Temer, o Mansueto foi ministro [e] o salário mínimo estava congelado. No governo Bolsonaro, o salário mínimo congelado…”.

O governo Lula estabeleceu uma política de aumento do salário de acordo com a inflação e o crescimento do PIB do país nos últimos anos. Com isso, o salário mínimo saiu de R$ 1.212, em 2022, para R$ 1.621, em 2026.

Lindbergh Farias ainda criticou a defesa feita por Rogério Marinho, coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, de que o Brasil precisa passar por reformas da Previdência e Trabalhista.

“A reforma trabalhista deles é no sentido oposto à nossa luta pelo fim da escala 6×1, vida além do trabalho. As pessoas não podem ser escravizadas. Na reforma trabalhista deles, é um banco de horas, a pessoa pode trabalhar 12 horas por dia, o projeto é igual à do Milei”, criticou.

A escravização feita por Javier Milei, presidente da Argentina, ampliou a jornada de trabalho no país para até 12 horas diárias, sem pagamento de horas extras, diminui indenizações por demissão e retira outros direitos.

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