A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) anunciou em suas redes sociais que irá concorrer à reeleição apoiando o presidente Lula e disse que os Estados Unidos vão tentar interferir nas eleições brasileiras “com todos os instrumentos que eles têm”.
“Muita gente tem me perguntado se eu vou concorrer nessas eleições de 2026. Eu quero dizer a vocês que eu sou, sim, pré-candidata a deputada federal”, afirmou em suas redes sociais.
“Olhando para a conjuntura brasileira, para a complicação que nós estamos vivendo, e também olhando para a conjuntura internacional e como ela pode repercutir aqui, eu decidi me manter no processo eleitoral”, explicou.
Jandira já foi presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes e dirigiu o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro. Ela está em seu oitavo mandato como deputada federal, tendo antes sido deputada estadual no Rio. Jandira se elegeu em todos os pleitos desde 1990, com exceção de 2006, quando concorreu ao Senado.
“Sou pré-candidata a deputada federal para ajudar o nosso povo, para ajudar o Brasil e ajudar o Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou.
A parlamentar denunciou que o governo de Donald Trump tem mostrado um lado mais agressivo do imperialismo norte-americano, mas ela avalia que os EUA vão tentar interferir no Brasil por meio das eleições.
“Estamos em um ano eleitoral e o Trump vai fazer de tudo para tentar derrotar Luiz Inácio Lula da Silva. Até porque o governo Lula é uma pedra no sapato dos interesses de Trump”, disse.
“Lula aposta no multilateralismo, na soberania, na paz, na solidariedade internacional. Portanto, ele não é um joguete na mão de Trump e dos Estados Unidos. Ele é um chefe de estado que se posiciona com altivez”, continuou.
Os EUA “vão tentar incidir nas eleições com todos os instrumentos que eles têm, principalmente no campo da comunicação”, denunciou.
O principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), esteve nos Estados Unidos para um evento da extrema-direita e fez um discurso se alinhando aos interesses do governo Trump, deixando claro que quer submeter o Brasil aos mandos dos EUA.
Ele pediu a Trump que “pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”.
A “pressão diplomática” dos EUA já ocorreu por meio de um tarifaço contra produtos brasileiros, e Flávio Bolsonaro apoiou a medida. Trump retirou a maior parte das taxas por não conseguir interferir nas instituições brasileiras.











