O presidente espanhol, Pedro Sanchez, nesta quarta-feira, saudou a notícia do cessar-fogo entre EUA e Irã, mas disse que pausar a guerra, não merece elogios, ainda mais depois da continuação do bombardeio a Beirute.
“Cessar-fogos são sempre boas notícias. Principalmente se levarem a uma paz justa e duradoura. Mas esse alívio momentâneo não pode nos fazer esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas”, disse Sanchez em postagem na rede social X.
“O Governo de Espanha não vai aplaudir aqueles que incendeiam o mundo só porque aparecem com um balde”, disse. “O que é necessário agora: diplomacia, legalidade internacional e paz.”.
Sanchez afirmou que o cessar-fogo é uma boa notícia, mas criticou os americanos e israelenses por terem iniciado as agressões contra o Irã em 28 de fevereiro ao bombardearem o território iraniano e que agora “aparecem com um balde” aceitando um cessar-fogo de duas semanas.
“A diplomacia, a negociação e o direito internacional são os únicos caminhos para a paz duradoura que os cidadãos do Oriente Médio merecem. Todas as partes devem mostrar responsabilidade e compromisso para cessar ataques e diminuir, o que a Espanha continuará a apoiar”, disse o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, na rede social X.
Pouco antes, Trump havia feito ameaças de que “toda uma civilização vai morrer esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”, escancarando sua intenção genocida de dizimar o povo iraniano se o prazo para até terça-feira, 7, que ele estabeleceu por um acordo para liberar o Estreito de Ormuz não fosse fechado.
Mesmo assim, o presidente americano recuou e em uma mudança abrupta cedeu aos iranianos e aceitou o cessar-fogo de duas semanas, mostrando o fracasso do imperialismo americano em tentar submeter à força o povo iraniano. Este último alívio agora sob novo risco diante da estupidez israelense.
A guerra dos americanos contra o Irã só aumentou a divisão entre os EUA e os europeus, incluindo aliados dos americanos, membros da OTAN, que se recusaram a enviar navios de guerra para o Oriente Médio e como no caso da Espanha, até chegaram a vetar o uso de suas bases e do espaço aéreo pelas forças americanas.











