Fascista que concorre pela quarta vez à presidência peruana disse querer perpetuar os crimes cometidos contra os direitos humanos pelo seu pai
Filha do sanguinário ditador do Peru, Alberto Fujimori (1990-2000), responsável por inúmeros crimes contra os direitos humanos, Keiko está disputando as eleições presidenciais deste domingo (12) como um protótipo made in USA, prometendo atrelar seu país a Donald Trump e banir os imigrantes que, segundo ela, infestam a sociedade.
Administradora graduada nos Estados Unidos, a fascista – que concorre pela quarta vez à presidência – focou sua campanha na expulsão imediata do que considerar imigrantes em situação irregular, atrair investimentos de transnacionais norte-americanas e integrar governos de ultradireita que se somam ao “Escudo das Américas”, ampliando desta forma a submissão à Casa Branca.
Meu papel, caso seja eleita presidente, reiterou a marionete, “será motivar os Estados Unidos a voltarem a participar mais ativamente na economia peruana”. De forma clara, escancarou que vai agir como aliada de Trump contra a influência da China na região, segundo principal parceiro comercial do Peru na região, atrás apenas do Brasil.
De acordo com Keiko, “a América Latina está girando para uma corrente na qual se prioriza a liberdade, os investimentos e recuperar o controle e a segurança”, aplaudindo nomes ridicularizados por seus desgovernos neoliberais como Javier Milei, Daniel Noboa e Rodrigo Paz. “Faltam Colômbia e Peru”, acrescentou a serviçal de Washington, empenhada em ser capacho.
“Expulsaremos os cidadãos sem documentos e esperamos que seja possível fazer um corredor humanitário para que os que foram forçados a sair de seu país possam retornar”, rosnou.
PSICOPATA IDENTIFICADA COM O CAMINHO GENOCIDA
Obcecada em apagar o passado genocida de seu pai, a psicopata diz que “o tempo está colocando as coisas em seu lugar” e “o que pedem é um Fujimori, aqui estou!”.
Após aplicar um autogolpe no começo de seu governo, Alberto Fujimori dissolveu o Congresso, perseguiu, prendeu e assassinou seus opositores, interveio no Judiciário e concentrou todos os poderes em suas mãos.
A partir daí organizou esquadrões da morte e ordenou que um deles conhecido como Grupo Colina realizasse dois massacres: o primeiro ocorrido em 1991, no bairro Barrios Altos, em Lima, e a segundo, em 1992, na Universidad de la Cantuta, também na capital.
O demente também foi condenado por orquestrar os sequestros do jornalista Gustavo Gorriti e do empresário Samuel Dyer, em 1992. Além deste casos, acabou atrás das grades por um escândalo de corrupção em seu governo, envolvendo espionagem, suborno e compras ilegais.
Entre os inúmeros atropelos cometidos contra os direitos humanos, Fujimori adotou a instalação de tribunais farsantes que operavam com “juízes sem rosto” para julgar opositores, sem qualquer tipo de garantia para os acusados, que acabavam vítimas sem defesa.
De acordo com Keiko, este será o caminho, caso seja brindada com a vitória nas urnas, pois a atual Justiça não serve: “É meu compromisso recuperar a ordem no Peru”.
No total serão 27 milhões de peruanos que vão às urnas para eleger, além do presidente, pela primeira vez desde 1990, deputados e senadores, ao invés de um Congresso unicameral.
A expectativa dos democratas é que, Keiko, mesmo que passe para o segundo turno, seja derrotada, assim como em 2011, 2016 e 2021.











