Brasil, Espanha e México condenam bloqueio criminoso dos EUA e anunciam ajuda a Cuba

Sanchez, da Espanha e Lula (Foto: Quique García/EFE)

O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que seu país não vai se render às pressões e chantagens dos EUA

Os governos do Brasil, da Espanha e do México divulgaram uma nota conjunta criticando as agressões a Cuba e anunciando apoio ao país caribenho, que sofre um bloqueio naval criminoso do governo Trump.

Os três países cobraram respeito à soberania de Cuba e anunciaram que vão “intensificar” o envio de ajuda humanitária ao país. O documento cita as ações militares americanas na Venezuela e no Irã que levaram à prisão de Nicolás Maduro e à morte do aiatolá Ali Khamenei. Trump tem dito cinicamente que “Cuba é a próxima”.

“À luz da evolução da situação em Cuba e das circunstâncias dramáticas enfrentadas pelo povo cubano, os Governos de Brasil, Espanha e México […] reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas”, diz a nota dos três países, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Nas últimas semanas, o bloqueio naval dos EUA, que não deixa entrar petróleo no país está agravando a situação em Cuba. O país tem enfrentando uma crise energética cada vez mais intensa, com apagões recorrentes por falta de combustível.

“[Brasil, México e Espanha] expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional. Comprometem-se a intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano”, acrescentou o Itamaraty.

O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que seu país não vai se render às pressões e chantagens dos EUA. Ele acrescentou que está aberto a negociações mas exige respeito à soberania do país.

Segundo o comunicado deste sábado, Brasil, México e Espanha entendem ser necessário um diálogo “sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional e com os princípios da Carta das Nações Unidas” para que Cuba consiga se livrar da crise e da agressão americana.

“Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual, a fim de criar as condições para que o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade”, afirmou. Aliado do ex-presidente cubano Fidel Castro, que morreu em 2016, e crítico do embargo imposto pelos EUA a Cuba, Lula tem criticado líderes mundiais que ameaçam outros países e se envolvem em guerras.

“Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra”, disse o presidente neste sábado ao discursar em um evento em Barcelona (Espanha) sobre democracia.

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