“Política de juro alto do BC é uma trava ao crescimento do país”, afirmam centrais sindicais

Foto: Jaélcio Santana

Entidades convocam ato nacional na próxima terça-feira (28), dia em que o Copom define a nova Taxa Selic

As centrais CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CSB, Intersindical e Pública realizam, na próxima terça-feira (28), mobilização nacional contra os juros altos. O ato ocorre no dia em que se reúne o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), em São Paulo, para definir a Taxa Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano.

As centrais classificam a atual taxa de juros praticada no país como “inaceitável”. Segundo os dirigentes sindicais, o patamar elevado dos juros “compromete o crescimento econômico, desestimula investimentos produtivos e impacta diretamente a geração de empregos e renda”, e defendem “a redução imediata da taxa básica de juros como medida fundamental para impulsionar a economia e garantir melhores condições de vida para a classe trabalhadora”.

“O Banco Central insiste em uma política monetária que trava o país. Precisamos de juros baixos para retomar o crescimento, estimular a produção, o consumo e garantir emprego e renda”, afirma o presidente da CTB, Adilson Araújo.

Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, “juros mais baixos estimulam o consumo, ampliam a produção e, consequentemente, fortalecem a economia nacional de forma sustentável”.

Já o presidente da CUT, Sérgio Nobre, ressalta a importância da participação nos atos contra os juros altos não apenas dos trabalhadores, mas da população em geral, salientando que os juros altos atingem todos os segmentos.

“Nenhuma empresa, de nenhum porte, de grande a pequena, consegue um ganho real de 10%, como ganha quem investe em papéis que remuneram de acordo com a taxa Selic. Isso faz com que o dinheiro não vá para investimentos e para a construção de novas fábricas e empresas que gerem empregos e façam a economia crescer, o dinheiro circular e chegar às mãos do trabalhador”, afirma.

O ato será realizado em frente à sede do Banco Central do Brasil, na Avenida Paulista, a partir das 10h.

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