Manifestantes exigindo a saída de Netanyahu tomaram as ruas de Tel Aviv, Haifa, Beersheva e Jerusalém, entre outras, neste sábado (25).
A manifestação de Tel Aviv, se deu na praça do teatro nacional, Habima, com milhares de participantes portando faixas que afirmavam “A Esperança vencerá” e “A Democracia vencerá”.
Um grupo de manifestantes trouxe lixeiras com os nomes de Netanyahu, Orban e Bolsonaro.
Os manifestantes exigiram que a Corte Suprema defenda a cidadania dos ataques do parlamento dominado pelos partidos fascistas ao Judiciário.
Itay Chen, pai de um soldado morto em Gaza, questionou: “Como foi que chegamos a esta situação? Este é o ponto de ruptura?”
“NÃO HÁ UM JUSTO NESTE GOVERNO”
“Não há um justo em todo este governo para nos escutar, muito menos o primeiro-ministro”, acrescentou.
“Chegou a hora para a decisão histórica para nós e para as futuras gerações de acabar com este terrível governo”, disse ainda Itay.
Enquanto os manifestantes marchavam em direção à praça Habima, ecoava o brado de “Como um só bloco, venceremos juntos”, “A extrema ultra-direita é um fracasso” e “Chegou a hora de derrubar o ditador”.
“TERRORISTAS JUDEUS NOS FEREM A TODOS”
Logo depois prosseguiram com “Toda uma nação exige paz!”, “ Toda uma nação exige segurança!”, “Não há segurança com Netanyahu no poder!” e ainda “Terroristas judeus nos ferem a todos!”.
No ato de Jerusalém os manifestantes ergueram cartazes dizendo “Resistência é igual a liberdade!” e “Parem com a limpeza étnica em Silwan [bairro árabe de Jerusalém com os moradores sujeitos a demolição de casas e sob risco de total expulsão]”
Manifestantes no norte de Israel levaram fotos de crianças palestinas, libaneses, iranianas e israelenses mortas nos recentes conflitos.
Na cidade de Modi’in, próxima a Jerusalém, centenas de manifestantes protestaram contra a polícia por deter um dos cidadãos, Alex Sinclair, que usava um solidéu com as bandeiras de Israel e Palestina. Além de o prenderem, confiscaram o solidéu que só foi devolvido a Alex depois que um policial cortou dele a bandeira palestina.
Os manifestantes em Modi’in bradavam: “Liberdade de expressão! Nós não seremos rasgados porque vocês rasgaram um solidéu!” e ainda “A polícia não pertence a Ben Gvir [fascista, ministro de Polícia do governo Netanyahu], pertence ao povo!”.











