Novo recorde foi impulsionado principalmente por Defesa & Segurança e pela Aviação Comercial
A Embraer – empresa brasileira e uma das líderes globais da indústria aeroespacial – faturou R$ 7,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, sendo uma alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025, segundo balanço da companhia, divulgado nesta sexta-feira (8). É a maior receita da história para um primeiro trimestre em 2026. Um feito histórico foi impulsionado principalmente pelas áreas de Defesa & Segurança e Aviação Comercial.
Em dólares, a receita chegou a US$ 1,4 bilhão nos primeiros três meses deste ano, o que corresponde a um avanço de 31% na comparação anual (a comparação em reais e em dólares sofre impacto da variação do câmbio).
No mesmo período, a empresa reportou que investiu US$ 98,8 milhões, soma superior aos US$ 88,2 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. Somando os aportes realizados na Eve, subsidiária que desenvolve o carro voador, o total investido chegou a US$ 148,6 milhões, o que é acima dos US$ 124,5 milhões no mesmo trimestre de 2025.
O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou nesta sexta-feira que a companhia busca aumentar a produção em 2027.
“Estamos tendo progresso para aumentar nossa produção neste ano. No lado executivo [categoria das aeronaves], a produção está mais nivelada. Vimos melhora no primeiro trimestre. Em 2027, vamos ter um ajuste final no executivo. Já no comercial, temos mais desafios por causa dos fornecedores. Mas esperamos melhorias em 2027, com um começo de ano melhor do que em 2026”, disse.
TARIFAÇÃO DE TRUMP
A Embraer obteve um lucro de R$ 145,4 milhões nos três primeiros meses de 2026. O resultado ficou abaixo do registrado para o mesmo período de 2025 (R$ 299,9 milhões). “Tivemos tarifas americanas neste trimestre, o que não aconteceu no ano passado”, lembra o diretor financeiro da Embraer, Felipe Santana, durante a apresentação dos resultados.
O tarifaço imposto por Donald Trump contra o Brasil teve um impacto negativo de US$ 13 milhões (aproximadamente R$ 59 milhões) sobre os resultados da divisão de aviação executiva da Embraer no primeiro trimestre de 2026.
Apesar das tarifas de importação dos EUA, o setor de Defesa & Segurança chegou a US$ 227 milhões em receitas no primeiro trimestre deste ano. Alta de 63% na comparação ano a ano.
“O resultado deve ser o maior reconhecimento de receitas do KC-390 relacionado à carteira de clientes e ao estágio de produção, bem como ao aumento do ritmo de produção do A-29 Super Tucano”, destaca a Embraer em nota. A margem bruta aumentou de 12,3% para 26,8% em relação ao ano anterior.
No trimestre passado, a área da Aviação Comercial também foi destaque em receitas, que somaram US$ 293, aumento de 45% em relação ao ano anterior. Este aumento é explicado principalmente por maiores volumes e preços.
Na Aviação Executiva, as receitas totalizaram US$ 418 milhões no trimestre, número 30% superior ao período equivalente a 2025, devido aos maiores volumes e mix de produtos.
Já o Serviços & Suporte chegou a US$ 490 milhões no trimestre em receitas, com 15% de crescimento em relação ao ano passado. O setor foi alavancado por maiores volumes em todos os segmentos, especialmente Defesa & Segurança.
Por sua vez, a carteira de pedidos da empresa acumulou US$ 32,1 bilhões no trimestre, crescimento de 22% na comparação anual. Esse é o sexto recorde histórico consecutivo.
Em janeiro a março deste ano, a Embraer entregou 44 aeronaves, alta de 47% em comparação com as 30 aeronaves dos primeiros três meses de 2025.
Desde a sua fundação em 1969, a Embraer já entregou mais de 9.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, um avião fabricado pela Embraer decola de algum lugar no mundo, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano.
A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e de distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.











