A esposa de Thiago Ávila, Lara Souza, afirmou que Israel está violando os direitos humanos ao mantê-lo em cela solitária e sob privação do sono. Lara participou, na quarta-feira (6), de um ato em solidariedade a Thiago em frente ao Palácio do Itamaraty, em Brasília.
“Ele está passando por situações de extrema violação dos direitos humanos, em uma cela solitária com luzes intensas 24 horas por dia, numa prisão que, segundo a advogada, usa isso como tática para causar desorientação e privação de sono”, relatou Lara sobre a situação de seu marido.
“Ele está há sete dias em greve de fome e isso é uma coisa que precisa ser considerada pelo governo brasileiro e pela comunidade internacional para exigir a imediata libertação do Thiago”, continuou.
Lara Souza, que faz parte da coordenação da flotilha Global Sumud, contou que Thiago e o espanhol Saif “foram sequestrados há sete dias em águas internacionais próximas da Grécia, a mais de 1.000 km de distância do território israelense, para onde eles não estavam indo. E isso é uma clara violação do Direito Internacional, e todos nós aqui já sabemos disso”.
Israel impediu que a flotilha com mais de 20 barcos chegasse à Faixa de Gaza, para onde estavam levando alimentos e medicamentos.
Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram uma nota conjunta condenando “o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel”.
O brasileiro Samuel Feldberg, pesquisador do Centro Dayan da Universidade de Tel Aviv, disse que Israel foi “extremamente benevolente” com os membros da flotilha ao prendê-los e defendeu que o país deveria garantir que aquela fosse “a última” tentativa do grupo.
“Se eu fosse o responsável por essa ação, eu garantiria que a próxima vez que uma flotilha como essa partisse de qualquer lugar em direção a Israel ela seria a última”, disse o diretor sionista, acadêmico da organização StandWithUs Brasil.
ITAMARATY
O Ministério das Relações Exteriores informou em reunião com Lara e parlamentares que está prestando assistência consular adotadas pelo governo brasileiro e as gestões realizadas em favor da libertação do ativista.
Em nota, o Itamaraty relatou que a Embaixada do Brasil em Tel Aviv presta assistência a Thiago Ávila desde o início da prisão, com visitas consulares e acompanhamento das audiências judiciais relacionadas ao caso.
“O Ministério das Relações Exteriores do Brasil segue trabalhando em vista da liberação do brasileiro e da completa apuração das circunstâncias de sua detenção”, diz trecho da nota.











