“Cubanos defenderão a pátria”, diz Diaz-Canel ao condenar novas sanções dos EUA

Diaz-Canel enfatiza que Cuba se fortalecerá com estes enfrentamentos (Luong Thai Linh/AFP)

“As medidas adicionais de cerco econômico anunciadas hoje” pelo Departamento de Estado dos EUA agravam a situação já difícil enfrentada por Cuba embora também fortaleçam a determinação do povo cubano de defender a pátria, a revolução e o socialismo”, declarou o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

No pronunciamento desta quinta-feira (7), acrescentou que “nosso povo já conhece a crueldade por trás das ações do governo dos EUA e a sanha com que é capaz de atacar o nosso país. Compreende, assim como entende o restante do mundo, que se trata de uma agressão unilateral contra uma nação e uma população cuja única ambição é viver em paz, dona de seu destino e sem a interferência perniciosa do imperialismo estadunidense”.

“Não há qualquer possibilidade de rendição ou capitulação, nem de qualquer tipo de entendimento baseado na coação ou intimidação”, frisou o presidente cubano.

Nesta última quinta-feira, o Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA atualizou a sua lista de sanções que procura impactar setores-chave da economia cubana, como a energia, a mineração e os serviços financeiros, acrescentando o conglomerado estatal Gaesa, vinculado às Forças Armadas e que atua em setores estratégicos e rentáveis da economia, e a joint-venture Moa Nickel S.A., que opera e gere a fábrica Comandante Pedro Sotto Alba, um dos principais complexos de produção de níquel e cobalto da ilha.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, divulgou um comunicado classificando falsamente essas medidas como “decisivas para proteger a segurança nacional dos EUA”, assim como para “privar o regime comunista e o Exército de Cuba do acesso a ativos” que Washington, se arvorando no direito de decidir o que outros países devem ou não fazer, considera de caráter “ilícito”.

Há mais de seis décadas que Cuba é sujeita a sanções desumanas por parte dos EUA, em flagrante violação dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e do assegurado no direito internacional.

“GOVERNO DOS EUA CONFIRMA SUA INTENÇÃO GENOCIDA”

“Com as medidas adicionais de castigo coletivo anunciadas hoje contra Cuba, o Governo dos EUA confirma sua intenção genocida contra a nação cubana e elimina qualquer dúvida sobre a falsidade de seus pretextos para agredir nosso país”, afirmou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, classificando a investida de Washington como “uma agressão econômica impiedosa”, quepretende “submeter toda a população cubana à fome e ao desespero” e “tentar gerar uma catástrofe social, econômica e política em escala nacional”.

Além disso, Rodríguez salientou que “suas ações se baseiam na crença de que podem impor a sua vontade aos restantes governos do mundo, cujos cidadãos e empresários se sentem ameaçados pela coerção ilegítima do governo dos EUA”.

 “Em todos os fóruns internacionais, Cuba continuará a denunciar o bloqueio. Da mesma forma, instamos a comunidade internacional a confrontar este ataque, que constitui uma perigosa escalada no desejo dos Estados Unidos de exercer o domínio e o controle sobre o destino de Cuba, violando a independência e a soberania não só do nosso país, mas de todos os Estados”, concluiu.

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