O Irã está reconstruindo sua capacidade militar em um ritmo mais acelerado do que o previsto pelas avaliações da inteligência dos EUA, afirmou a CNN na quinta-feira (21), com base em diversas fontes familiarizadas com relatórios oficiais.
As fontes relataram que o Irã já retomou parte da produção de drones durante o cessar-fogo de seis semanas que começou no início de abril e deram como estimativa para a recuperação total da capacidade de ataque cerca de seis meses.
De acordo com a CNN, essas fontes também consideram que o governo iraniano está trabalhando para substituir lançadores, instalações de mísseis e outras capacidades de produção danificadas ou destruídas por ataques dos EUA e de Israel.
IRÃ APRIMORA CAPACIDADE DE DEFESA
A análise converge para a explicação do The New York Times sobre uma motivação central do presidente Trump para ter adiado no dia 19 a retomada dos ataques ao Irã: a ponderação, pelo Pentágono, sobre os riscos da escalada, devido ao aprimoramento das defesas antiaéreas iranianas e da sua vigilância sobre as operações norte-americanas na região. Supostamente, teria sido apenas a pedido das petromonarquias.
De acordo com o depoimento de uma fonte militar ao NYT, “as táticas de voo americanas haviam se tornado previsíveis demais, permitindo que o Irã se defendesse com mais eficácia”. Ele explicou que as forças iranianas “estudaram os padrões de voo de caças e bombardeiros americanos” durante a guerra recente.
Relatório produzido pelo Congresso norte-americano, e divulgado na semana passada, registra que os EUA perderam pelo menos 42 aeronaves militares desde o início da guerra com o Irã, o maior número desde a Guerra do Golfo, em 1991.
Conforme esse relatório do Congresso, a guerra iniciada por Trump alcançou a maior taxa de aeronaves perdidas em guerras modernas, com 1,07 veículos destruídos por dia. Para efeito de comparação, o número de baixas aéreas ao longo da Guerra do Iraque (2003 a 2011) foi estimado em 0,11 perdas por dia.
Inclusive Trump conquistou a duvidosa glória de ter sido o primeiro chefe da Casa Branca sob o qual um F-35, tido como invisível ao radar e a jóia da coroa da sua força aérea, foi derrubado. As perdas na agressão ao Irã incluem um avião-radar E3-Sentry, caças F-15 e F-18, A-10 e vários aviões-tanque KC-35. Além dos principais radares estratégicos norte-americanos no Golfo Pérsico, destruídos pela implacável retaliação iraniana.











