A entrevista do técnico da Seleção, Carlo Ancelotti, após o empate contra Marrocos, trouxe uma constatação que é necessária de ser admitida: “Temos que melhorar”. Mas não faltam caminhos para crescermos nesta Copa do Mundo e conquistarmos o Hexa.
Nosso adversário foi a potente seleção marroquina, atual campeã da Copa da África e que, na Copa do Catar, em 2022, foi semifinalista passando por Portugal e Espanha nas fases intermediárias.
O duro empate deixou toda a torcida brasileira com um sentimento de que “podíamos mais” nesta estreia na Copa do Mundo. O time escalado para o primeiro tempo sofreu um sufoco nos primeiros 25 minutos de jogo.
Aos 21 minutos, Brahim Díaz encontrou Ismael Saibari entre Marquinhos e Gabriel Magalhães. O atacante avançou livre antes de tocar por cobertura na péssima saída de Alisson, marcando um belo gol.
O rearranjo canarinho, ainda no primeiro tempo, trouxe um alento para os brasileiros. A inversão entre Raphinha e Lucas Paquetá, logo após a pausa para hidratação, permitiu que o talento do nosso principal atacante em campo, Vini Jr., viesse à tona. Em uma excelente jogada junto a Bruno Guimarães pelo lado esquerdo, o craque do Real Madrid fez um golaço digno da Seleção Brasileira.
O gol de Vini Jr. recolocou o time em campo e animou a torcida. Ampliando a posse de bola e impedindo os contra-ataques marroquinos, o Brasil foi para o intervalo com a sensação de que a virada era possível.
Na reta final da primeira etapa, o duelo seguiu aberto e movimentado, com a Seleção motivada pelo tento e um pouco mais tranquila. Aos 46, nos acréscimos, Lucas Paquetá apareceu livre na área e emendou um voleio que exigiu grande defesa do goleiro marroquino
A volta do time a campo no segundo tempo provou que Ancelotti pode realizar boas substituições. Saíram Casemiro, que praticamente andou em campo, e Ibañez, que foi improvisado na lateral direita. Os substitutos, Fabinho e Danilo, melhoraram muito o meio campo brasileiro.
A equipe de Carlo Ancelotti manteve o controle da posse de bola nos minutos seguintes e tentou acelerar pelas pontas, principalmente com Vinícius Júnior e Raphinha. Aos 13, o camisa 11 recebeu pela direita e encontrou Lucas Paquetá na entrada da área, mas o meia não conseguiu dominar para finalizar. Pouco depois, aos 22, Bruno Guimarães chegou à linha de fundo e cruzou forte demais, impedindo que Raphinha completasse para o gol.
A melhor oportunidade da reta final surgiu aos 32 minutos. Vinícius Júnior arrancou em velocidade pela esquerda, foi à linha de fundo e rolou para trás. Raphinha apareceu livre na área, mas finalizou sem força, facilitando a defesa de Bounou.
Outras substituições feitas por Ancelotti, no entanto, não fizeram efeito. Matheus Cunha e Luiz Henrique, que substituíram Paquetá e Igor Thiago, passaram completamente despercebidos no segundo tempo.
TEM GENTE PEDINDO PASSAGEM
O empate contra Marrocos deixou em evidência que falta garra a alguns jogadores deste time. Raphinha e Lucas Paquetá foram alvos de críticas de todos aqueles que assistiram à partida.
Entretanto, como disse o mister, “temos que melhorar”. E, em um momento como esses, é preciso coragem para mudar.
Nos jogos preparatórios, os mais jovens da Seleção, Endrick e Rayan, de 19 anos cada, provaram que possuem as maiores exigências para vestirem a amarelinha: vontade de jogar, habilidade e coragem para fazer gols.
Ambos os atletas, que foram utilizados em poucos minutos nestas partidas, mostraram a disposição necessária e se provaram como fundamentais para trazer o espírito de vencedor à Seleção Brasileira.
O que precisamos agora é de dar oportunidade aos jovens talentos que pedem passagem no Brasil.
ANDRÉ SANTANA











