Jornalista Alice Froussard, deportada ainda no aeroporto Ben Gurion, denunciou o ataque à liberdade de imprensa
A jornalista francesa, Alice Froussard, que já atuou por jornadas prolongadas em Israel, denunciando a agressão israelense aos palestinos de Gaza e Cisjordânia ao realizar programas irradiados pela rádio RFI, foi impedida de entrar em Israel.
O pretexto alegado pelo ministro de Assuntos da Diáspora, Amichai Chikli, foi de que a jornalista havia feito uma observação de que o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 deveria ser analisado “no seu contexto”.
A emissora RFI definiu a medida como “um ultraje” e acusou Israel de “extinguir a liberdade de expressão no país”.
Em sua arrogância, o ministro Chikli disse que a jornalista deportada “aprendeu que Israel perdeu a paciência com os apoiadores do Hamas e com os que apoiam sanções contra o país”.
Esta uma referência à proibição, pelo governo francês, da entrada no país do ministro da Finanças israelense, Bezalel Smotrich, por estar “ativamente promovendo a anexação da Cisjordânia”.
A Associação Israelense dos Jornalistas em Imprensa Exterior denunciou como “ultrajante” a deportação.
“Froussard trabalhou muitos anos para a rádios RFI e France, em Israel e nos territórios palestinos”.
“Este não é o primeiro caso no qual o governo israelense decide que a cobertura jornalística é ‘parcial’”.
A entidade dos jornalistas israelenses exigiu do governo a “reversão imediata da decisão” e o respeito à liberdade de expressão”.











