Flávio Bolsonaro é investigado por ter caluniado o presidente Lula
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou a tentativa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de mandar na Polícia Federal no âmbito da investigação na qual o senador é alvo por calúnia contra o presidente Lula.
O ministro afirmou que a tentativa de Flávio de indicar à PF nomes para a realização de oitivas e instituições para coleta de documentos representa “direcionamento ou interferência na condução da investigação”.
“Não cabe ao investigado pretender pautar a atividade investigativa”, destacou.
Moraes ressaltou que a Polícia Federal realiza a investigação com independência e as informações são usadas pelo Ministério Público ao decidir se deve ou não apresentar uma denúncia.
Flávio Bolsonaro é investigado por ter dito que o presidente Lula é associado ao “tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas”.
A afirmação foi feita pelo senador em suas redes sociais logo após o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo governo dos Estados Unidos.
Flávio escreveu que “Lula será delatado”. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.
O senador, tentando se intrometer no trabalho da Polícia Federal, disse que os investigadores deveriam colher os depoimentos de seus aliados, como Sergio Moro e Deltan Dallagnol, e a venezuelana María Corina Machado, líder do grupo que apoiou a intervenção armada dos EUA no país.
Flávio também disse que a PF deveria pegar com a Justiça dos Estados Unidos documentos do processo que o país conduz contra Nicolás Maduro por tráfico de drogas, criado para justificar o sequestro do presidente.











