Nesta quarta-feira (17), o lateral-direito Danilo participou da entrevista coletiva e comentou sobre a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, no empate em 1 a 1 com o Marrocos. O lateral disse que o primeiro tempo da equipe “assustou”.
“Assustou. Existia muita expectativa interna de fazer um jogo grande, de domínio, de pressão o tempo todo. Quando acontece o contrário, com o adversário tendo várias ocasiões, não é fácil de administrar”, disse o jogador em entrevista coletiva nos Estados Unidos.
“Estávamos desequilibrados tática e emocionalmente. A primeira coisa foi trazer calma para o vestiário. Muitas vezes, correr menos não quer dizer que não há entrega, mas que há mais calma. O segundo tempo não foi excepcional, mas tivemos mais calma. É normal que haja mais confiança. A gente conversou muito, talvez até demais. A confiança era muito alta, mas sempre falamos de forma propositiva. No fim, conta o resultado. Se jogarmos bem, a chance de ganhar é sempre grande”, analisou.
Um dos mais experientes do grupo de Carlo Ancelotti, após ter participado dos ciclos de 2018 e 2022, o jogador do Flamengo também falou sobre as escolhas do técnico italiano, em especial sobre o atacante Endrick, que ficou no banco de reservas na estreia.
“Endrick é uma joia rara do futebol brasileiro. É um jogador de potência, de poder de decisão, uma estrela. Queremos tê-lo por perto. Hoje, no treino, ele fez gol. Ontem, ele deu um chute no Nannetti (goleiro da base do Flamengo) e quase tirou o moleque do treino. É isso que queremos ter. Queremos que ele tenha o maior protagonismo”, afirmou.
“Para mim, Casemiro, Neymar… Essa é a nossa última chance. A seleção vai continuar com essa galera. O que pudermos fazer para que eles se sintam importantes, nós faremos. No último jogo, ele não entrou por decisão do Mister, porque talvez o Bruno (Guimarães) tenha sentido um pouco no fim e foi preciso colocar o Danilo Santos, eu não sei. Mas é um jogador que vai ser importante para nós na Copa do Mundo. E isso eu falo muito com ele: ‘mantenha a cabeça fresca. A hora que você entrar, sejam cinco, seis, 10 ou 20 minutos, você vai botar a bola para dentro’”, acrescentou Danilo.
O jogador do Flamengo analisou o momento da Amarelinha e afirmou que a Seleção Brasileira “continua na primeira fileira” do futebol mundial. Ressaltou também a importância das gerações anteriores na construção desse status e destacou que o objetivo do grupo atual é “colocar mais uma estrela na camisa”.
“O Brasil continua na primeira fileira. Obviamente, isso não foi construído por mim, nem pelos jogadores que estão aqui. Tem uma galera atrás que precisa ser respeitada e foi quem construiu esse status, essas conquistas e essas cinco estrelas que temos no peito. Nossa obrigação é tentar, ao máximo possível, honrar isso. Se a gente tiver muita entrega, responsabilidade e espírito de sacrifício para conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa, seria maravilhoso”, acrescentou o camisa 13 da Seleção.











