Fotografia do funeral de 168 estudantes mortos por ataque norte-americano com mísseis contra uma escola primária iraniana ganha importante prêmio internacional e relembra a tragédia
Uma fotografia aérea do funeral dos 168 estudantes iranianos mortos num ataque dos EUA com mísseis Tomahawk a uma escola primária em Minab , no sul do país, foi premiada com o primeiro lugar na categoria Fotografia de Notícias do prestigiado Golden Shot Photography Awards 2026.
O massacre ocorreu no primeiro dia da agressão das forças norte-americanas e israelenses contra o Irã, em 28 de fevereiro, quando, sem provocação, atacaram alvos civis e militares em território iraniano.
O iraniano Morteza Akhondi ganhou o primeiro lugar ao registrar esse momento de grande dor para as famílias das crianças mortas, a última despedida, e para o povo do Irã, sob a traiçoeira guerra imposta pelos norte-americanos. Ele foi seguido pelo fotógrafo polonês Bartosz Matenko, e em terceiro Mohammed Muhtasib, da Arábia Saudita.
Akhondi captou uma foto visualmente poderosa e de composição excepcional. No site oficial do Prêmio, a legenda da fotografia das crianças mortas: “Minab – 168 estudantes. O local de descanso das crianças cuja única ‘culpa’ era ser criança… Inocentes, foram silenciados, e a história nunca esquecerá o crime.”
Outro fotógrafo iraniano, Ali Nejatbakhsh, recebeu uma menção honrosa, na mesma categoria da foto de Minab. A série de fotos intitulada “Solidariedade” é um registro visual das consequências de um bombardeio israelense em 13 de junho do ano passado, a destruição de um prédio residencial na Rua Patrice Lumumba, em Teerã, onde Ahmadreza Zolfaghari, professor de engenharia nuclear vivia, e da busca por sobreviventes nos escombros pelas equipes de resgate.
Segundo relatos, a escola Escola Primária Shayare Tayebe de Minab foi atingida por três mísseis Tomahawk consecutivos. O telhado do prédio de dois andares, decorado com flores rosas e folhas verdes, desabou sobre os alunos que estavam dentro. A maioria das vítimas eram crianças entre sete e doze anos de idade. Entre os mortos, 26 professores e auxiliares. Outros 95 escolares e educadores ficaram feridos.
Em março passado, a ONU condenou unanimemente o ataque mortal dos EUA e de Israel contra a escola, exigindo uma investigação imediata e a responsabilização pelos crimes cometidos. Quase quatro meses depois, o Pentágono mantém silêncio sobre seu inominável crime de guerra.











