“Até para que possa cuidar de sua defesa e fazer os movimentos que achar pertinentes”, disse a ex-ministra
Mais uma liderança política da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem a público para defender o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado Federal.
Segundo a ex-ministra Simone Tebet (PSB-MS), hoje pré-candidata ao Senado por São Paulo, a atitude de Wagner evitaria um desgaste ao governo do presidente Lula.
Ainda segundo Tebet, que falou ao portal Poder360, o afastamento do senador baiano permitiria que o parlamentar se dedicasse à própria defesa diante dos fatos resultantes das investigações promovidas pela Polícia Federal (PF) sobre seu suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já devidamente liquidado pelo Banco Central (BC) em razão de um histórico de fraudes que escandalizou o país.
“Ele já deveria ter entregado o cargo. Falo como advogada, tá? Eu falo como advogada, todos têm direito a ampla defesa e ao contraditório, mas ele é líder do governo. Então, para não expor o próprio governo, ele deve pedir, obviamente, a meu ver, o afastamento. Até para que possa cuidar de sua defesa e fazer os movimentos que achar pertinentes”, disse a ex-ministra.
As investigações da PF resultaram na 9ª fase da operação Compliance Zero, da qual o senador foi alvo para que a autoridade policial aprofunde a investigação sobre a relação dele com o o banqueiro Augusto Lima, sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno, também liquidado pelo BC em fevereiro deste ano.
Os investigadores também analisam se o senador atuou em favor de projetos de interesse do Banco Master no Congresso, como a chamada “Emenda Master” e uma proposta que ampliava o limite do crédito consignado.
Em troca, a PF suspeita que o parlamentar tenha recebido benefícios indevidos, incluindo um apartamento, repasses que somariam R$ 3,5 milhões, por meio de uma empresa ligada a familiares, uso de aeronaves e ingressos para shows. As suspeitas surgiram após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima.
Jaques Wagner já veio à público para negar qualquer irregularidade, ocasião em que destacou o fato de ter assinado a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal sobre o escândalo do Master. Tebet também defendeu a abertura de uma CPI ou CPMI para investigar denúncias relacionadas ao banco











