O comando militar do Irã informou que suas forças navais e aéreas repeliram com sucesso um ataque dos EUA à Ilha Sirik na sexta-feira (26) à noite, forçando as forças agressoras a se retirarem.
Segundo o Comando Central dos EUA, o Irã teria atacado primeiro um navio no estreito, o que Teerã nega. Militares dos EUA afirmam que o Irã danificou um “navio de carga muito caro” no Estreito de Ormuz e houve lançamento de pelo menos “quatro drones” pela defesa do país persa.
“IRÃ PERMANECE ATENTO AO CUMPRIMENTO DO ACORDO”
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, acusou Washington de tentar reinterpretar os termos do entendimento firmado. Em publicação na rede X, ele afirmou que “ninguém será enganado” pela postura adotada pelos Estados Unidos.
“Não podemos ter uma região pacífica enquanto o militarismo e o intervencionismo americanos persistirem, e seu representante ocupante continuar, com total impunidade, a infligir guerras intermináveis por toda a região e perpetrar genocídio, terrorismo, violência e todas as atrocidades”, acrescentou Bagaei.
O porta-voz afirmou ainda que “os iranianos permanecerão atentos ao cumprimento do acordo e tomarão cada passo com vigilância e à luz das experiências das últimas cinco décadas, especialmente dos acontecimentos do último ano e meio”.
Mais cedo, o presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, acusou DonaldTrump de não demonstrar “compromisso com os princípios da negociação ou do cessar-fogo”. Segundo Azizi, a “violação imprudente do cessar-fogo” pelos EUA fará com que Washington “recue e se arrependa”.
O Irã já havia rechaçado, na quarta-feira (24), a provocativa declaração do secretário de Estado, Marco Rubio, dizendo que “seria impossível” o cessar-fogo completo em todo o Oriente Médio determinado pela primeira cláusula do acordo assinado no último dia 17, denunciando a manobra dos EUA para tentar “reinterpretá-la”.











