Senador traíra ofereceu toda a sua equipe de transição para receber orientações do governo americano. Isso não é política. É um caso escandaloso de polícia
O Brasil tomou conhecimento, através de uma carta enviada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a Flávio Bolsonaro, que o senador das rachadinhas e das milícias está traindo o país descaradamente e defendendo os interesses dos Estados Unidos contra a economia brasileira.
A carta mostra que a traição nacional é explícita por parte do candidato fascista. No documento fica claro que o serviçal colocou à disposição do governo norte-americano, caso seja eleito, toda a sua equipe de transição para receber orientações da Casa Branca. Ou seja, Flávio quer governar para os Estados Unidos e contra os brasileiros.
Sim, porque o secretário volta a afirmar na carta que o comércio entre os dois países é prejudicial aos EUA. Isto é uma mentira que já foi desmentida com documentos e provas pelo governo brasileiro. O Brasil tem um déficit comercial de cerca US$ 400 bilhões nos últimos 15 anos. É um dos poucos países do mundo em que a balança pende para os EUA.
O que o governo americano quer é impedir que o Brasil cresça e se desenvolva e que, com isso, possa se tornar uma ameaça aos seu domínio econômico na região. Flávio se propôs a ajudar os EUA a impedir o desenvolvimento e o progresso do Brasil. Isso chama-se traição à pátria.
Logo no início da mensagem, Rubio agradece ao traíra pelo que ele tem feito pelos EUA e menciona pontos de convergência entre os dois. “Obrigado por sua carta e por sua recente visita a Washington. Compartilho de sua convicção de que a amizade duradoura entre os Estados Unidos e o Brasil deve permanecer ancorada em valores compartilhados, respeito mútuo e uma visão unificada para a segurança e prosperidade do Hemisfério Ocidental”, diz o texto.
Em outro trecho da carta, Marco Rubio agradece a Flávio por ter apoiado a iniciativa americana de classificar as facções criminosas brasileiras como organizações terroristas internacionais. Especialistas afirmam que essa decisão é não só ineficaz como atrapalha bastante o trabalho da Polícia Federal brasileira. Ao final, acaba ajudando as facções criminosas. Esta classificação não passa também de um pretexto para os EUA bombardearem e invadirem países da América Latina, contra governos que eles não gostem. Fizeram isso na Venezuela com o único objetivo de derrubar seu presidente e roubar o petróleo venezuelano.
Para Lincoln Gakiya, Promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo (MPSP), jurado de morte pelo PCC, a classificação enfraquece o intercâmbio entre as polícias no combate ao crime organizado. Ao passar as ações contra essas organizações para a órbita da CIA e do Exército americano, tudo passa a ser sigiloso, alerta o promotor. Gakiya também adverte para a ameaça de invasões do território brasileiro pelos EUA sob o pretexto de combater essas organizações.
Todo o país está acompanhando que uma das “diferenças” de opinião entre Brasil e EUA, apontadas por Marco Rubio, está a existência no Brasil de um sistema de pagamento, o PIX, que é gratuito para a população. Isso reforça, no país, a ideia de que as finanças sejam um serviço de utilidade pública e não apenas de utilidade para os banqueiros. Pois bem, Trump é contra o PIX porque ele defende os interesses das empresas americanas, Visa e Mastercard, que lucram cobrando taxas exorbitantes dos brasileiros.
Tanto Flávio como seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que se mudou para os EUA para conspirar de lá contra o Brasil, garantiram a Marco Rubio que o PIX poderia entrar numa mesa de negociação com os Estados Unidos. Ou seja, os dois estão dispostos a prejudicar a população brasileira para bajular os interesses de Trump no Brasil. Já haviam prometido entregar as terras raras, agora querem entregar o PIX. O Visa e Mastercard já faturam cerca de R$ 20 bilhões por ano no Brasil.
Em suma, Flávio não é brasileiro. Ele é americano. É um bajulador de Trump. Se for eleito pretende transformar o Brasil num quintal dos EUA. O que Trump quer é isolar o Brasil do resto do mundo e transformá-lo numa espécie de colônia americana. O país não aceita esta condição. O Brasil atualmente se relaciona com todos os países do mundo. Como diz o presidente Lula, o Brasil é grande demais para caber no quintal de qualquer um. Segundo Lula, a soberania brasileira não está à venda. Os traidores da pátria, como Flávio e Eduardo Bolsonaro, já estão recebendo o repúdio que merecem da população. É o que mostram as últimas pesquisas de opinião. Vamos seguir desmascarando essa gente.
SÉRGIO CRUZ
Leia mais











