A China anunciou que visa estabelecer basicamente um novo sistema energético limpo, de baixo carbono, seguro e eficiente até 2030, de acordo com um projeto recentemente emitido pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pela Administração Nacional de Energia.
O plano, que abrange o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), estabelece metas para fortalecer a segurança energética, avançar na transição verde, aplicar a energia nuclear, impulsionar a autossuficiência tecnológica do país e melhorar os mecanismos de mercado, entre outros objetivos, informa o ‘South China Morning Post’ (SCMP).
Até 2030, com um investimento superior aos 2,9 bilhões de dólares, a China pretende aumentar a capacidade total anual de produção energética para 5,8 bilhões de toneladas de carvão equivalente padrão para a data prevista, frente aos 5,13 bilhões de 2025, de acordo com o plano. Ao mesmo tempo, a capacidade do sistema de energia para suporte complementar, segurança e resiliência terá melhorias abrangentes.
O plano aponta que a energia não fóssil deve representar 25% do consumo total de energia, e a energia eólica e solar devem representar mais de 50% da capacidade instalada total de geração de energia do país, tornando-se o principal efetivo da capacidade instalada.
As tecnologias-chave e equipamentos da cadeia industrial de energia se tornarão em grande parte autossuficientes e controláveis, ao mesmo tempo que o plano posiciona a China na vanguarda da inovação global em tecnologia energética.
PRIORIDADE DA SEGURANÇA ENERGÉTICA
O anúncio foi feito na quinta-feira (25) por Wang Hongzhi, diretor da Administração Nacional de Energia (NEA), durante uma coletiva de imprensa do Escritório de Informação do Conselho de Estado da China. Segundo ele, a segurança energética continuará como uma prioridade estratégica nos próximos cinco anos.
A China também continuará diversificando as importações de energia e ampliará a cooperação com países produtores de recursos energéticos. O governo pretende ainda fortalecer a cooperação internacional para garantir a segurança das rotas globais de transporte de energia.
O plano também enfatiza a otimização das bases de produção de energia fóssil, melhor alinhamento entre o desenvolvimento de energia e as indústrias que consumem energia, e a contínua expansão de canais diversificados de importação de energia.
A China estabeleceu as metas de duplo carbono de atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060.
O país construiu o maior e de mais rápido crescimento sistema de energia renovável do mundo, oferecendo um apoio mais forte à sua transição verde e de baixo carbono.











