O candidato fascista disse que a lei é só um “pedaço de papel” e que pode deixar esse assunto com ele. Flávio é defensor de milícias e grupos de extermínio. Ele homenageou milicianos. Será que a ideia é criar a “Milícia da Penha”?
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou, neste sábado (18), em Vitória, no Espírito Santo, que a Lei Maria da Penha “é um pedaço de papel” que “não vai defender as mulheres”.
Que Flávio Bolsonaro tem problemas com mulheres já é sabido em todo o Brasil. Vide seus atritos com a ex-primeira-dama. Ela publicou um vídeo em junho em que disse ter sido “humilhada” e “maltratada” pelo enteado. O bicho pegou.
Agora o candidato fascista resolveu atacar todas as mulheres brasileiras. Ele desdenhou a Lei Maria da Penha, lei feita para defender as mulheres contra a violência. Chamou a lei de “pedaço de papel” e disse que não é ela que vai defender as mulheres.
O que ele quer dizer, é que as “milícias” é que são a solução para defender as mulheres. Sim, porque tanto ele quanto seu pai, o presidiário Jair Bolsonaro, são defensores de milícias e de grupos de extermínio. Ele não só defendia, como homenageou um dos milicianos mais perigosos do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega, um assassino de aluguel e chefe do Escritório do Crime, uma espécie de central de assassinatos da milícia. Não satisfeito, Flávio contratou a mãe e a mulher de Adriano em seu gabinete no legislativo do Rio.
Lei para ele não servem para nada. Sua frase pode ser entendida desta forma. ‘Nada de Lei Maria da Penha. Deixa comigo e com o Lorenzo”, numa referência a Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato ao governo, apoiado por Flávio. Ou seja, provavelmente a fala foi uma senha para as milícias do Espírito Santo.
O ataque à Lei Maria da Penha está dentro de um processo de crise da campanha, com aliados seus abandonando o barco. A crise começou quando Flávio foi flagrado pedindo R$ 61 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O flagrante foi arrasador, já que Flávio havia dito ao Brasil inteiro que nunca tinha conversado com o dono do Master. A partir daí ele já começou a cair nas pesquisas. Depois veio a humilhação a Michelle Bolsonaro. A queda foi ainda mais acentuada no eleitorado feminino. Agora, ele tenta sair do sufoco acenando com o fortalecimento das milícias para defender as mulheres.
Além dessas ligações com milícias, com grupos de extermínio e com o crime organizado (Flávio indicou várias pessoas ligadas ao Comando Vermelho para o governo Cláudio Castro), o candidato do fascismo também traiu vergonhosamente o Brasil em sua bajulação desavergonhada a Donald Trump. Ele ofereceu ao presidente americano acabar com o PIX, uma conquista brasileira – gratuita – que a Casa Branca quer acabar. Trump alega que o PIX causa prejuízo às empresas americanas Visa e Mastercard. O traíra segue desnorteado a falando cada vez mais besteiras pelo Brasil afora.
A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) rebateu a fala do pré-candidato fascista. “Como é ignorante esse Flavio Bolsonaro. Disse que a Lei Maria da Penha é um pedaço de papel e que ele sim, vai ter programa efetivo, usar tecnologia para proteger as mulheres”, disse ela. “A lei Maria da Penha tem vinte anos. Até ela existir, em briga de marido e mulher ninguém metia a colher. O homem agredia e normalizavam a agressão. Coisa defendida por muitos que apoiam esse candidato”, acrescentou.
“A lei veio para mudar isso. Ela criou e organizou um sistema mínimo de proteção às mulheres, com Patrulhas, Delegacias, Juizados Especiais, medidas protetivas e prisão de agressores. É uma lei reconhecida pela ONU como uma das legislações mais avançadas do mundo e importância vital, principalmente neste momento em que cresce a violência e o feminicídio contra as mulheres”, prosseguiu Gleisi.
“Sem ela estaríamos ainda sem reconhecer a violência doméstica. Atacar a lei e não as causas da violência contra a mulher mostra pra que lado o pré-candidato se alinha. Seguimos firmes defendendo a segurança das mulheres e a aplicação integral da lei Maria da Penha!”, completou a parlamentar.











