Mui amigo: EUA queriam barrar produtos brasileiros e zerar tarifas para eles no nosso mercado

(Foto: Canal Gov - Divulgação)

Sobre a reciprocidade, Geraldo Alckmin disse que o governo estuda todas as possibilidades de negociação e deve adotar as medidas no “momento adequado”

Em encontro realizado nesta terça-feira (21), integrantes do governo alertaram empresários de que a proposta de comércio dos EUA é muito ruim e desvantajosa para o Brasil e visa prejudicar a indústria e a agricultura do país.

O governo demonstrou aos empresários que os Estados Unidos queriam zerar a tarifa dos produtos americanos no Brasil e tarifar grande parte dos produtos brasileiros nos Estados Unidos, em especial os do agronegócio, relatou um dos empresários que participou da reunião.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que, além das medidas de proteção da economia nacional, o Brasil buscará sempre negociar com os EUA para resolver a crise provocada pela taxação de 25% sobre produtos brasileiros. “Do que depender do Brasil, negociação sempre para buscar resolver essas questões”, disse Alckmin.

Perguntado sobre a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, o vice-presidente afirmou que o governo estuda todas as possibilidades e deve adotar as medidas no “momento adequado”.

A declaração foi dada em entrevista após a primeira rodada de reuniões com os setores produtivos que serão atingidos pela decisão do governo de Donald Trump. “A ideia não é retaliação, né. Não é retaliação. ‘Olho por olho’, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, né?”, afirmou o vice-presidente.

O Ministério do Desenvolvimento garantiu que o país não vai ceder às pressões do governo norte-americano. O ministro Márcio Elias Rosa declarou que o Brasil é “vítima no processo”, mas não ficará “amedrontado diante da potência americana”.

O Planalto prepara medidas para proteger as empresas e os empregos dos setores atingidos pelo tarifaço unilateral imposto de maneira unilateral e injusta pelos EUA aos produtos brasileiros. Haverá também um reforço e estímulos para que novos mercados sejam abertos em substituição ao mercado norte-americano.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já havia solicitado ao Ministério da Fazenda a antecipação de R$ 7,25 bilhões do Plano Brasil Soberano para reforçar as linhas de crédito destinadas às empresas impactadas pela tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA.

Os empresários pediram também ao governo federal mudanças no programa de crédito emergencial Brasil Soberano. A Abimaq sugeriu a redução de juros, isenção de IOF e o adiamento do pagamento de impostos federais para aliviar o caixa das empresas afetadas.


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