Evento contou com a presença, também, de representantes do Ministério da Defesa, Marinha e Força Aérea e discutiu as transformações estratégicas derivadas dos atuais e futuros conflitos
O Exército Brasileiro promoveu, recentemente, seminário intitulado “A Evolução da guerra: desafios para o componente terrestre”. O evento reuniu, também, representantes do Ministério da Defesa, da Marinha do Brasil, da Força Aérea Brasileira e do setor acadêmico e serviu para debater as transformações do ambiente estratégico e as capacidades necessárias ao preparo da força terrestre diante dos desafios dos conflitos contemporâneos e futuros.
A atividade foi realizada através da 7ª Subchefia do Estado-Maior do Exército (EME), cuja abertura foi feita pelo chefe do Estado-Maior do Exército, general de Exército Francisco Humberto Montenegro Júnior, que destacou a rápida evolução do cenário internacional, exigindo permanente adaptação da Instituição e a continuidade do processo de transformação do Exército.

“Temos de nos adaptar aos novos cenários e estamos conduzindo um processo de transformação que, na realidade, já faz parte do desenvolvimento da Instituição. […] Hoje, estamos vivendo a fase final do Pró-Força, previsto inicialmente para vigorar até 2030, mas já avançamos com a Força 40. Isso demonstra que o Exército Brasileiro está em constante evolução”, afirmou o general.
AMBIENTE ESTRATÉGICO EM MUDANÇA
Durante o evento houve uma grande convergência para a avaliação de que o ambiente estratégico internacional passa por uma profunda transformação, marcada pela intensificação da competição entre Estados, pela diversificação das ameaças e pela rápida evolução tecnológica.
Em razão desse novo contexto, os conflitos deixam de ocorrer apenas nos campos de batalha tradicionais e passam a envolver, de forma integrada, os domínios terrestre, marítimo, aéreo, espacial, cibernético, eletromagnético e cognitivo, gerando efeitos nas dimensões física, humana e informacional.

Outro elemento novo na discussão foi a identificação de que tecnologias como a Inteligência Artificial, os sistemas autônomos e os recursos cibernéticos estão transformando a forma de planejar e conduzir operações militares.
Também dominou o debate a necessidade de desenvolver capacidades compatíveis com os desafios do novo ambiente operacional, caracterizado por ameaças híbridas, pela intensificação de ataques cibernéticos, pela atuação de organizações criminosas transnacionais, pela crescente disputa por recursos estratégicos e pelo rápido desenvolvimento de tecnologias disruptivas.
Com esse cenário sendo configurado, o seminário também ressaltou que a transformação da Força Terrestre passa pelo fortalecimento da superioridade informacional, da interoperabilidade, do comando e controle e da defesa cibernética, aliados à permanente atualização da doutrina, da estrutura organizacional e da preparação dos recursos humanos.
Os participantes reforçaram que o desenvolvimento da força terrestre vai além da incorporação de novas tecnologias, considerando que a evolução das capacidades militares é um processo contínuo, orientado pelo planejamento de longo prazo e voltado a assegurar que o Exército permaneça preparado para responder aos desafios do ambiente operacional contemporâneo e dos conflitos do futuro.
(Com informações do Ministério da Defesa)










