Nos Estados Unidos, o número de adultos classificados como “fora da força de trabalho” (NILF, na sigla em inglês) atingiu o recorde histórico de 105,8 milhões em junho. Pelo critério do Fed, estão fora da força de trabalho os aposentados, estudantes em tempo integral, donas de casa fixas e incapacitados de longo prazo.
Sob o governo de Donald Trump, o recorde de americanos que deixaram a força de trabalho superou o auge do período da Grande Recessão e da pandemia de Covid-19, segundo os dados do Federal Reserve de St. Louis, citados pelo New York Post.
Recorde que é alcançado no mesmo mês em que 832 mil americanos deixaram a força de trabalho e não estão mais ativamente procurando por emprego, enquanto as empresas americanas criaram apenas 57 mil empregos.
Enquanto isso, a parcela de americanos no mercado de trabalho – a força de trabalho – atingiu 59% em junho, o menor número desde setembro de 2021, quando os EUA saíram da pandemia.
Como observou o Post, a definição de “fora da força de trabalho” é ampla — abrange todos os americanos com 16 anos ou mais que não estão trabalhando atualmente, incluindo aposentados e estudantes, que são respectivamente 50 milhões e 19 milhões. Cerca de 5,3 milhões de americanos desistiram de procurar emprego por que estão desencorajados ou desanimados.
O que implica em 36 milhões literalmente sem emprego ou fazendo bicos, havendo mais de 10 milhões de “desistências”, homens e mulheres em idade produtiva que “abandonaram os estudos, não estão trabalhando nem procurando emprego, não têm filhos morando com eles e não têm um parceiro presente”.
Um número descrito pelo economista e escritor Nicolas Eberstad, do American Enterprise Institute, como “alarmante”. São 7 milhões de homens na faixa etária de 25 a 54 anos fora do mercado de trabalho e 3,5 milhões de mulheres.









