Bancos privados dificultaram a liberação dos créditos. Bancos públicos foram chamados para a reunião realizada para iniciar a liberação imediata dos recursos aos motoristas de aplicativos
O presidente Lula fez uma reunião nesta terça-feira (28), no Palácio da Alvorada, para alinhar detalhes da ampliação do programa Move Brasil, que oferece linhas de crédito para a renovação da frota de veículos para motoristas de aplicativo e caminhoneiros, entre outros.
A reunião contou ainda com a presença de dirigentes de bancos públicos para discutir meios de avançar com o programa de financiamento aos motoristas de aplicativos. O programa enfrentou dificuldades criadas por bancos privados que dificultaram a liberação dos créditos prometidos pelo governo.
Nesta segunda-feira (27), passou a valer a nova etapa do programa, que inclui o financiamento de moto, motoneta, ciclomotor ou bicicleta elétrica produzidos no país. Entre os beneficiários, estão entregadores ciclistas, mototaxistas e motofretistas profissionais.
Para participar do programa, é preciso ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses e realizado ao menos 100 corridas em uma plataforma no período ou ser taxista registrado e em atividade. As condições valem para carros novos de até R$ 150 mil de montadoras habilitadas no programa. A fase mais recente começou na segunda-feira (27), depois de um adiamento de duas semanas em relação ao cronograma inicialmente previsto.
O Move Brasil permite o financiamento de motocicletas e bicicletas elétricas em condições facilitadas para entregadores e mototaxistas. Antes disso, o governo já havia aberto linhas de crédito para caminhoneiros, empresas de ônibus, taxistas e motoristas de aplicativo.
Apesar de ser tratado pelo governo como uma das principais apostas para estimular a indústria automotiva e ampliar a renovação da frota, o programa enfrentou dificuldades nas primeiras semanas de funcionamento. Os bancos e as revendas não se entenderam e os financiamentos não foram liberados, o que impediu a conclusão de financiamentos no primeiro dia da linha voltada a taxistas e motoristas de aplicativo.
Clientes também apontaram falta de estoque de alguns modelos, prazos de entrega que chegavam a 90 dias em determinados casos e dificuldade para aprovação do crédito. Esses entraves passaram a pressionar o governo a ajustar a execução do programa, especialmente agora que a iniciativa chega a categorias com forte presença no transporte urbano e nas entregas por aplicativo.
Participraram da reunião no Alvorada o vice-presidente Geraldo Alckmin; a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; o ministro Dario Durigan, da Fazenda; Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Bruno Moretti, do Planejamento; Sidônio Palmeira, da Secom; e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência.
Também foram chamados os dirigentes dos principais bancos públicos envolvidos na operação de crédito: Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Aloizio Mercadante, presidente do BNDES; e Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal.










