O vice-presidente denunciou Flávio e os bolsonaristas na convenção do PSB que o oficializou na chapa de Lula à reeleição
O atual vice-presidente e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi confirmado pelo PSB, nesta quarta-feira (29), como candidato à reeleição na chapa com Lula.
O vice-presidente disse em seu discurso que o atual governo foi melhor do que o de Jair Bolsonaro “em todas as áreas”. “Pátria é união, não é entreguismo, não é trabalhar lá fora contra o interesse do nosso país, contra o emprego, contra as empresas, de maneira servil”, continuou.
Esse tema se tornou central no debate público com a ação deliberada de bolsonaristas, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, para que os Estados Unidos impusessem sanções contra o Brasil para uma interferência política.
Alckmin foi eleito vice de Lula em 2022 e, durante o governo, assumiu o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O evento ocorreu no Centro de Convenções Meliá Brasil 21, em Brasília.
A convenção do PSB aprovou a aliança nacional com a Federação do PT, Psol, PCdoB e PV e o presidente do PT, Edinho Silva, como representante legal da coligação.
No discurso, Geraldo Alckmin destacou “o novo momento que a gente vive no Brasil”, após a reconstrução de programas sociais que foram destruídos pelo bolsonarismo.
“Na economia, nosso governo foi fiel aos compromissos com o povo brasileiro, melhorou o PIB, melhorou a renda, melhorou o emprego, fez a reforma tributária”, lembrou.
Enquanto o governo Bolsonaro zerou impostos para “veleiro, jet ski e arma de fogo, o presidente Lula tirou imposto para quem ganha até R$ 5 mil, zerando o Imposto de Renda”.
Na área da educação, Alckmin lembrou da pressão feita pelo bolsonarismo pelos projetos de “homeschooling”, que deixam a “criança fora da escola”. “Com Lula foi escola em tempo integral, reajuste na merenda, institutos federais e o Pé de Meia”, disse.
O ex-governador de São Paulo ainda criticou o uso, por parte dos bolsonaristas, do lema “Deus, pátria, família e liberdade”.
“Deus é amor, é misericórdia. Não é possível usar o nome de Deus para promover a violência, o ódio, para arquitetar o assassinato daqueles que o povo, legitimamente, elegeu pelas urnas”, disse Geraldo.
O vice-presidente se refere ao plano golpista “Punhal Verde e Amarelo”, encontrado pela Polícia Federal nos arquivos de comparsas de Jair Bolsonaro, que previa o assassinato de Lula, Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como parte do golpe para manter Bolsonaro no poder. Foi uma das provas que levaram Jair Bolsonaro ser condenado a 27 anos e 2 meses de prisão por tentativa de golpe.
“Família é paixão. Não é possível falar em família [se] temos 700 mil famílias enlutadas na Covid pela displicência, pelo descaso do governo frente à doença”, continuou Alckmin.
“Não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia”, completou.
O presidente Lula disse estar “feliz com o Geraldo de vice e mais feliz por vocês [o PSB] indicarem ele outra vez por unanimidade a continuar a ser vice. O Alckmin é aquela garantia que todo mundo precisa, é aquela pessoa que você pode deitar com a certeza absoluta de que ele está trabalhando para que as coisas deem certo no país”.
“Com Alckmin, a gente nunca vai pensar que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte. Ele, antes de tudo, é um homem de muita lealdade, capacidade de trabalho e honestidade”, afirmou.
O presidente nacional do PSB, João Campos, falou que a aliança com o presidente Lula “tem feito bem ao Brasil”. O legado de Lula, segundo Campos, é “um Brasil que tem a altivez e a soberania de enfrentar qualquer nação do mundo com a bandeira da paz, mas com a bandeira brasileira empunhada em sua mão”.
O dirigente ressaltou que o PSB está na coligação apoiada por Lula em todos os Estados do país. João Campos foi prefeito do Recife e está disputando o governo de Pernambuco.










