O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) divulgou uma nota nesta terça-feira (4) sobre a greve da categoria em três linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), iniciada hoje, e respondendo às acusações do governador Tarcísio de Freitas de que a paralisação seria com “motivação político-partidária”.
O sindicato afirma que o movimento foi aprovado “democraticamente em assembleia e nasceu da ausência de uma garantia concreta de manutenção dos empregos de milhares de trabalhadores que dedicaram décadas à construção de um dos maiores sistemas ferroviários do Brasil”.
Os ferroviários cobram uma solução do governo para os trabalhadores, que foram convocados às pressas para reassumir os postos de trabalho dos quais haviam sido desligados há poucos dias, após o caos provocado pela operação da concessionária privada Trivia Trens, que escancarou a precariedade do serviço de transporte privatizado.
O sindicato esclarece que “em nenhum momento se colocou contra investimentos, modernização ou melhorias no transporte público”, mas que, ao contrário, os trabalhadores “sempre defenderam um sistema cada vez mais eficiente e seguro para a população”. “O que não podemos aceitar é que esse processo ocorra sem assegurar o futuro de quem construiu a história da CPTM”.
O sindicato reitera que a principal reivindicação da categoria sempre foi a garantia, por parte do governo do estado, de que nenhum ferroviário perderia seu emprego “em virtude da concessão”, o que, de acordo com a entidade, essa garantia não aconteceu em nenhuma das reuniões realizadas com os representantes do Executivo.
“Se existe um caminho para o fim do conflito, ele é simples: a garantia, concreta, oficial e inequívoca de manutenção dos empregos”, diz a nota.
O sindicato ressalta que a luta da categoria “nunca foi contra a população”, mas “por um transporte público de qualidade, pela valorização dos ferroviários, e manutenção dos empregos”.
A greve da categoria por tempo indeterminado paralisou total ou parcialmente nesta terça-feira as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que atendem a Zona Leste da capital e fazem ligação de seis cidades da região metropolitana com a região central de São Paulo. Ainda na noite desta terça-feira, nova assembleia decidirá sobre os próximos movimentos da categoria.











