PP e União abandonam candidato do PL no Rio e Flávio amarga mais um revés

Chapa bolsonarista no Rio não tem apoio de outras legendas e atinge Flávio Bolsonaro (Foto: Nelson Almeida - AFP)

O PP e o União Brasil abandonaram a candidatura do bolsonarista Douglas Ruas (PL) ao governo do Estado do Rio de Janeiro.

A decisão de se manterem neutros no Estado foi confirmada na convenção estadual da Federação União Progressista, nesta terça-feira (4).

A candidatura de Douglas Ruas, que não apresenta mais do que 10% das intenções de voto e pode não chegar ao segundo turno das eleições, não terá o apoio de nenhum outro partido.

A candidata a vice-governadora será a vereadora de Niterói, Fernanda Louback (PL). Os candidatos ao Senado são o senador Carlos Portinho (PL) e o deputado Carlos Jordy (PL).

A chapa será, portanto, “puro sangue”. O tempo de propaganda eleitoral na televisão de Ruas será menos da metade do de Eduardo Paes (PSD).

Segundo a pesquisa Quaest divulgada no fim de julho, Eduardo Paes lidera a disputa eleitoral com 38% das intenções de voto. Já Douglas Ruas e Anthony Garotinho (Republicanos) estão empatados com 10%.

Essa movimentação pode atingir diretamente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, uma vez que, em eventuais segundos turnos no Rio de Janeiro e em nível federal, ele pode ficar sem palanque no Estado.

Embora o afastamento do PP e do União Brasil em relação ao PL já estivesse ocorrendo nos últimos meses, lideranças do partido bolsonarista continuavam negando.

Dirigentes do PP e do União Brasil entendem que o PL não deu apoio público a quadros importantes e tentou se aproveitar de momentos críticos.

É o caso, por exemplo, do momento em que Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, foi alvo de uma operação da Polícia Federal. O PL buscou impedir que ele fosse candidato, enquanto o recado de Flávio Bolsonaro foi retirar sua mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), da suplência de Canella.

No dia 20 de julho, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) anunciou que não seria candidato a vice-governador com Douglas Ruas.

Mesmo assim, Altineu Côrtes pressionou dizendo que os presidentes do PP e do União Brasil tinham lhe dado “a palavra” do apoio a Douglas Ruas.

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