PCDF desarticula grupo suspeito de planejar atentado a bomba contra o Palácio do Planalto

Palácio do Planalto. Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para desarticular um grupo investigado por planejar um atentado a bomba durante os debates do segundo turno das eleições deste ano. Segundo as investigações, o principal alvo dos suspeitos era o Palácio do Planalto.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os investigados têm entre 19 e 31 anos e são suspeitos de integrar grupos em redes sociais usados para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos, além de recrutar novos integrantes e discutir ações violentas.

De acordo com o coordenador de inteligência da PCDF, Maurílio Coelho, os investigados compartilhavam mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios da Esplanada dos Ministérios para definir possíveis alvos.

“Eles fizeram um desenho da área central marcando todos os ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, e estavam a definir qual seria o alvo primário. Em complemento, eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto como escolha de alvo primário”, afirmou durante coletiva de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a investigação, os grupos também discutiam invasão de edifícios públicos, formação tática, recrutamento interestadual e seleção de alvos. O planejamento previa a realização do atentado durante o período eleitoral de outubro.

Ainda conforme Maurílio Coelho, não havia uma autoridade específica na mira dos investigados. A hipótese da polícia é que a motivação fosse uma oposição generalizada ao sistema político.

“Não citavam nomes específicos. Eles eram como se fossem contra o sistema político como um todo, sem determinar esquerda, direita ou centro”, declarou.

Entre os alvos da operação está um seminarista ligado a um mosteiro em Pernambuco. Conforme a PCDF, ele participava ativamente das discussões sobre a estruturação nacional da rede extremista. Agentes realizaram buscas no alojamento utilizado pelo investigado.

Apesar da gravidade das suspeitas, a operação não incluiu pedidos de prisão. Segundo a Polícia Civil, neste momento a prioridade é reunir provas por meio das buscas e apreensões. A investigação também busca identificar como o grupo pretendia obter os materiais necessários para executar o atentado.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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