O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na sua chapa. Gaspar é investigado por estupro de vulnerável e desvio de emendas parlamentares.
Flávio Bolsonaro tentou indicar uma mulher para compor sua chapa, mas o afastamento de partidos como PP, União Brasil e Republicanos deixou o senador isolado.
Ele será candidato em uma chapa “puro sangue” e com um homem, o que era o último cenário desejado por Flávio, que queria fazer demagogia com as mulheres depois que seus insultos contra Michelle Bolsonaro pegaram muito mal. Além do que é o mais rejeitado pelas mulheres, segundo as pesquisas de opinião.
Em abril, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar um caso de estupro de uma adolescente de 13 anos envolvendo Alfredo Gaspar. A garota engravidou e deu à luz uma criança que hoje tem 8 anos. Alfredo Gaspar teria pago R$ 400 mil para que o caso não fosse denunciado.
O caso foi levado a público pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
O deputado bolsonarista apresentou uma versão de que, na verdade, foi seu primo quem se envolveu com a garota e que a relação teria sido consensual.
Ele disse que entregou seu material genético para a Perícia do Estado de Alagoas, mas não apresentou publicamente nenhum teste genético.
Alfredo Gaspar também é investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por desvio de emendas de R$ 6 milhões enviadas para o município de São José da Laje (AL).
Depois que novas regras de transparência sobre as “emendas PIX” já estavam valendo, os R$ 6 milhões não ficaram na conta bancária da Prefeitura específica para esse tipo de emenda. Além disso, não foi apresentado relatório da gestão dos recursos no portal Transferegov.
Ao anunciar Gaspar como vice, Flávio Bolsonaro disse que aprendeu a admirá-lo “pela coragem, honestidade, pela sua história à frente da segurança pública”.
No Congresso, Alfredo Gaspar foi um controverso relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, durante a qual esteve envolvido em discussões e trocas de xingamentos.
Seu relatório foi rejeitado por 19 votos contrários e 12 favoráveis. O bolsonarista tentou indiciar o filho do presidente Lula e pedir a prisão preventiva de adversários políticos, o que foi barrado pelos parlamentares.










